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Setembro Verde convida Campinas a refletir sobre a pessoa antes da deficiência

Agnelo familia by Agnelo familia
setembro 1, 2026
in Noticias
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A Prefeitura de Campinas começou nesta terça-feira, 1º de setembro, a campanha Setembro Verde 2026, dedicada aos direitos e à inclusão das pessoas com deficiência. São sete atividades ao longo do mês, entre palestras, oficina de bairro e encontros de convivência, e a mensagem central pede uma inversão de olhar. Antes de qualquer característica física, sensorial, intelectual ou psicossocial, existe uma pessoa com história, talentos, escolhas e capacidades. A deficiência faz parte da identidade dessa pessoa, mas não resume quem ela é.

A campanha é coordenada pelo Departamento de Políticas, Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social. O material está reunido no endereço campinas.sp.gov.br/sites/setembroverde, que traz a programação completa e a rede de apoio disponível no município para a pessoa com deficiência e para a família dela. O mês tem como marco o dia 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

Os três verbos do mote resumem necessidades que valem para qualquer pessoa. Conectar é criar relações baseadas no respeito, na empatia e na convivência. Comunicar é construir entendimento, e a comunicação acontece de muitas formas, pela voz, pela Língua Brasileira de Sinais (Libras), pela escrita, pelo Braille, sistema de leitura e escrita tátil por pontos em relevo usado por pessoas cegas ou com baixa visão, pelos gestos e pelas tecnologias assistivas, recursos que ampliam a autonomia de quem tem alguma deficiência. Pertencer é permanecer, ou seja, estudar na mesma escola, trabalhar na mesma empresa, brincar na mesma praça e ocupar todos os espaços da vida em comunidade.

Quatro barreiras

A campanha organiza o problema em quatro tipos de barreira. As atitudinais são o preconceito, o estereótipo e a condescendência, que precisam dar lugar ao respeito mútuo. As físicas estão na infraestrutura urbana, no comércio e no ambiente de trabalho, e afetam o direito de ir e vir. As comunicacionais aparecem quando a informação circula sem recursos como Libras, audiodescrição, textos alternativos e linguagem simples. As tecnológicas surgem quando sites e aplicativos são criados sem acessibilidade desde o início.

O peso dessas barreiras aparece nos números. O Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no país, o equivalente a 7,3% da população de 2 anos ou mais. Entre as pessoas com deficiência de 25 anos ou mais, 63,1% não tinham instrução ou não haviam concluído o ensino fundamental, quase o dobro do que se verificou entre as pessoas sem deficiência, 32,3%.

“Barreira não é só degrau. Existe a barreira de atitude, a da comunicação e a da tecnologia, e todas elas impedem alguém de estudar, de trabalhar e de circular pela cidade”, afirmou a secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Vandecleya Moro.

A programação

A campanha abre na sexta-feira, 4 de setembro, às 9h, com a Estação de Vivência de Acessibilidade, no Distrito de Assistência Social (DAS) Sudoeste, na Avenida Tancredo Neves, s/nº, no Jardim Novo Campos Elíseos. A atividade é fechada, voltada a servidores da assistência social, a organizações da sociedade civil e a conselhos. 

Na segunda-feira, 7 de setembro, organizações da sociedade civil participam do desfile cívico na Avenida Francisco Glicério. Uma tenda montada ao lado do palco garantirá melhor visibilidade às pessoas com deficiência, e haverá intérpretes de Libras.

No sábado, 12 de setembro, moradores do Jardim Bassoli, na Região Noroeste, participam de uma oficina sobre o parquinho inclusivo e intergeracional, em área próxima ao Centro de Saúde do bairro. O espaço será acessível a crianças com e sem deficiência, e o projeto vem sendo desenhado com a participação das famílias desde agosto. Na terça-feira, 15 de setembro, às 14h, o advogado e doutor em Direito Jelres Rodrigues de Freitas dá palestra no Salão Vermelho.

A campanha se encerra na terça-feira, 29 de setembro, com três atividades. Às 13h, o Salão Vermelho recebe o 1º Encontro Campineiro da Comunidade Surda. No mesmo dia, o grupo de familiares de crianças com TEA do Centro de Saúde Jardim Bassoli faz um piquenique no Parque das Águas. E o Grupo T21, associação de familiares de pessoas com síndrome de Down e deficiência intelectual, promove a 2ª Feijuca Inclusiva. O evento é beneficente e o convite é pago, com valores diferentes para adultos e crianças. Os horários das demais atividades e as condições de participação serão divulgados no site da campanha: https://campinas.sp.gov.br/sites/setembroverde. A campanha inclui ainda um filme de 30 segundos, que reforça a ideia de que a inclusão é, além de um direito, uma prática diária.

Serviço

Campanha Setembro Verde 2026
Programação e rede de apoio: campinas.sp.gov.br/sites/setembroverde 

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