A Secretaria de Saúde de Campinas e a Pontifícia Universidade Católica (PUC) lançaram nesta quarta-feira, 19 de agosto, o PET-Saúde: Clima (Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde) do município. Entre os objetivos da iniciativa está a formação de profissionais para lidar com emergências climáticas e ambientais, em uma ação integrada entre universidade e serviços de saúde. 
 
O lançamento ocorreu no Campus 1 da PUC-Campinas. A proposta do programa considera que eventos climáticos como ondas de calor, enchentes, secas e a proliferação de doenças transmitidas por vetores podem afetar diretamente a saúde da população. 
 
A iniciativa contribuirá para a identificação de vulnerabilidades dos territórios e para a construção de soluções capazes de proteger a população dos impactos das mudanças climáticas. O programa envolve ações voltadas à vigilância em saúde, à prevenção de riscos ambientais, à qualificação dos serviços de saúde e à proteção das populações mais vulneráveis.
 
“O PET-Saúde: Clima fortalece o Sistema Único de Saúde no município, estimula a produção de conhecimento científico e contribui para a construção de uma cidade mais resiliente, sustentável e preparada para enfrentar os desafios ambientais atuais e futuros”, aponta a diretora do Departamento de Ensino, Pesquisa e Saúde Digital (DEPS) da Secretaria de Saúde, Marcelle Regina da Silva Benetti.
 
Grupos de aprendizagem
 
As ações serão realizadas em áreas consideradas mais vulneráveis às mudanças climáticas, nos seguintes Centros de Saúde: Sirius Cosmos, Vicente Pisani, Bassoli, Campina Grande e Valença. 
 
Nessas unidades, foram formados Grupos de Aprendizagem Tutorial (GATs), compostos por profissionais das unidades de saúde, além de professores e estudantes das seguintes faculdades da PUC-Campinas:
 
  • Nutrição;
  • Engenharia de Alimentos;
  • Engenharia Ambiental e Sanitária;
  • Medicina;
  • Odontologia;
  • Terapia Ocupacional.
As atividades já estão em andamento e envolvem formação e capacitação dos participantes para o desenvolvimento de ações voltadas à comunidade, organizadas em três eixos estratégicos e sempre orientadas pelo princípio da equidade em saúde:
 
  • Produção do cuidado e vigilância em saúde: ações no território voltadas aos impactos diretos e indiretos do clima na saúde pública e populações vulneráveis;
  • Acesso à atenção especializada: estratégias para otimizar o fluxo e o atendimento de saúde em crises ambientais;
  • Inovação e comunicação: desenvolvimento de tecnologias sociais e comunicação em saúde voltadas à proteção da comunidade.
“O tema é planetário e afeta a saúde em várias formas. Podemos falar de enchentes e leptospirose, podemos falar de calor e proliferação de mosquitos e da dengue ou febre maculosa, podemos falar de ambiente de trabalho e a recente norma de conforto térmico e saúde mental”, exemplifica o médico sanitarista Carlos Eduardo Cantúsio Abrahão,  integrante do Núcleo de Práticas Integrativas e Complementares na Saúde de Campinas.