Para muitas pessoas, a bicicleta é peça chave para garantir deslocamentos diários e, também, uma forma de lazer. Por isso, neste 19 de agosto, Dia Nacional do Ciclista, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) reforça a importância da utilização das rotas cicloviárias do município e da adoção de comportamentos seguros por todos os usuários das vias. A data é uma oportunidade para destacar a bicicleta como meio de transporte, lazer e atividade física, além de incentivar a convivência segura entre ciclistas, pedestres, motociclistas e motoristas.
Atualmente, Campinas possui uma rede de infraestrutura cicloviária formada por mais de 132 km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, que orientam os deslocamentos de quem utiliza a bicicleta. A sinalização indicativa presente nesses espaços ajuda os ciclistas a identificarem os trajetos, e deve ser respeitada por todos que circulam pelas vias.
Para garantir deslocamentos mais seguros, a Emdec orienta que os ciclistas utilizem, sempre que disponíveis, as rotas cicloviárias sinalizadas, e que estejam sempre atentos às condições do trânsito. Equipamentos de proteção, como capacete, também são importantes para reduzir o risco de lesões em caso de quedas ou sinistros (acidentes).
Além do uso correto da infraestrutura, é fundamental que os ciclistas, assim como os demais atores do trânsito, respeitem semáforos, placas e demais sinalizações de trânsito. Outra dica é sinalizar suas intenções de deslocamento, principalmente ao se aproximar de cruzamentos. Motociclistas e motoristas também devem respeitar a presença das bicicletas, mantendo distância segura e redobrando os cuidados durante ultrapassagens e conversões.
Seja para se deslocar, para o lazer, ou atividade física, é importante que o ciclista verifique as condições da bicicleta, utilize equipamentos de proteção e, sempre que possível, opte por trajetos sinalizados. À noite, é importante utilizar iluminação e elementos refletivos para aumentar a visibilidade.
Ciclovia, ciclofaixa e ciclorrota: entenda as diferenças
 
A ciclovia é uma pista própria para a circulação de bicicletas, separada fisicamente do tráfego geral. A ciclofaixa é uma faixa da pista de rolamento destinada exclusivamente aos ciclistas, delimitada por sinalização. Já a ciclorrota indica um caminho recomendado para a circulação de bicicletas, geralmente por vias com menor volume e velocidade de tráfego.
Campinas também conta com as calçadas partilhadas, que são espaços sinalizados nas calçadas para uso exclusivo dos ciclistas. A cidade tem, ainda, as calçadas compartilhadas. Neste caso, elas são usadas tanto por ciclistas quanto por pedestres, indicando o local de circulação da bicicleta e priorizando quem está a pé. Essas estruturas presentes no município têm por finalidade contribuir para a organização e deslocamentos, além de ampliar a segurança de quem escolhe as “magrelas” para se locomover pela cidade.
 
Infraestrutura cicloviária em debate 
 
Nesta quarta (19), a Emdec promoveu uma oficina sobre a infraestrutura cicloviária, com foco no planejamento, implantação e manutenção dos equipamentos. A ação foi o primeiro passo para construção de uma cartilha orientativa sobre o tema. As orientações foram transmitidas por oito profissionais das secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Urbano; Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade; membros da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS), WRI Brasil e técnicos da Emdec. Cerca de 50 pessoas participaram.
O encontro foi o primeiro de uma série de atividades que também contará, posteriormente, com a participação dos ciclistas. A equipe discutiu como surgem as demandas por ciclovias, os critérios para definir a implantação de ciclovias, ciclofaixas ou outras estruturas e como são realizados os processos de manutenção. As informações coletadas servirão de base para a elaboração da cartilha.
Para colher sugestões de quem pedala, a Emdec lançou uma pesquisa que vai orientar as melhorias e a ampliação das rotas cicloviárias em Campinas: [bit.ly/FormularioCiclovias]bit.ly/FormularioCiclovias.
Vidas salvas
 
Pela primeira vez desde 2018, o município fechou o primeiro semestre sem nenhum óbito de ciclistas em vias urbanas ou rodovias. No mesmo período do ano passado, uma morte foi computada em janeiro, no trânsito urbano. Em 2025, foram três vidas perdidas em vias urbanas, o que representou uma queda de 40% nas fatalidades envolvendo esse público.