Campinas iniciou nesta quinta-feira, 13 de agosto, uma nova série de debates para fortalecer a igualdade de gênero nas escolas municipais de ensino fundamental (Emefs). A estratégia faz parte das ações lançadas pela Prefeitura neste ano com o objetivo de contribuir para a redução dos feminicídios e reforçar as políticas de proteção, acolhimento e reconstrução da autonomia de mulheres vítimas da violência.
As formações nas escolas começaram em março e são conduzidas pelo programa Bem-Me-Quero. Elas ocorrem por meio de parceria entre as secretarias municipais de Educação, de Políticas para as Mulheres e de Desenvolvimento e Assistência Social.
Impactos positivos
A primeira ação do 2º semestre letivo reuniu estudantes da Emef Padre Melico Cândido Barbosa, no Parque Tropical, durante a tarde. O encontro de 1h30 tratou de temas como o machismo, o desenvolvimento social e emocional dos meninos, além de exemplos de trajetórias de mulheres que marcaram a história em diferentes áreas do conhecimento.
“Estamos muito entusiasmados com este novo ciclo de debates para alunos e alunas, e esperamos que o resultado seja tão significativo quanto o do primeiro semestre. A proposta é avançar com as formações por escolas das regiões Sudoeste e Sul até dezembro,” ressaltou a professora Márcia Dias, da Assessoria de Educação e Cidadania da Educação de Campinas.
No primeiro semestre, 3,4 mil alunos foram beneficiados com as atividades. Do total, 900 são estudantes do 8º ano, de 15 escolas, que participaram diretamente dos encontros.
Além disso, 2,5 mil matriculados no 6º, 7º e 9º anos nas unidades que receberam as formações também foram contemplados com o compartilhamento de informações pelos grupos. A iniciativa também deve gerar impactos positivos nas famílias e comunidades.
“O Mais Educação, Menos Violência trabalha na raiz da violência: na forma como meninos e meninas aprendem a se relacionar. Quando discutimos temas como machismo, ciúme, controle, respeito e igualdade, estamos ajudando a desconstruir comportamentos que muitas vezes são naturalizados e podem abrir caminho para situações de violência. Nosso objetivo é que esses jovens aprendam, desde cedo, que nenhuma relação deve ser baseada em controle ou desrespeito. Depois de alcançarmos cerca de 900 estudantes no primeiro semestre, iniciamos este novo ciclo com a certeza de que prevenir a violência também é educar para relações mais saudáveis, respeitosas e igualitárias”, afirmou a secretária de Políticas para as Mulheres em Campinas, Alessandra Herrmann.








