A Secretaria de Políticas para as Mulheres realizou na tarde desta terça-feira, 11 de agosto, uma visita cultural com as usuárias do Centro de Referência e Apoio à Mulher (Ceamo) ao Museu de Arte Contemporânea de Campinas – José Pancetti (MACC), localizado ao lado do Paço Municipal. O percurso, orientado por especialista do Museu, percorreu as três mostras em exibição: “Pós Imagem”, de Cláudio Tozzi; “Transplanta”, de Samuel Menezes e “Ser em vez de estar, mulheres no acervo MACC no século XX”, que reúne obras de diferentes artistas.

 

A visita guiada contou com a participação de 20 usuárias do Ceamo e teve por objetivo colocar em prática um item da Lei Maria da Penha, que estimula as mulheres a conhecerem e interagirem com diferentes formas de cultura.

 

“Além do acolhimento e do acompanhamento oferecidos pelo Ceamo, é importante garantir que essas mulheres tenham acesso à cultura e a novas experiências. A visita ao MACC contribui para fortalecer a autonomia, a autoestima e a construção de novos projetos de vida”, destacou a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Alessandra Herrmann, que acompanhou a visita.

 

Impressões

 

A participante P.G, 51 anos, que frequenta o Ceamo há dois anos, disse que gostou muito da experiência e que o quadro que mais atraiu sua atenção foi o ‘Colheita de Cana’, por ter muitos detalhes e trabalho em conjunto. “A artista é muito detalhista e eu também, o capricho chamou muito a minha atenção”, afirmou a usuária. 
 

P.G sofria violência doméstica e foi encaminhada pela Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM) para o Centro. “Fiquei doente, perdi minha identidade, sentia só tristeza. Com o Ceamo, a gente aprende muito e ninguém tira o conhecimento da gente”, disse.

 

“Gostei muito da visita, as pinturas retratam nossas vidas. Me mantive longe de tudo por violência doméstica, patrimonial e física, fiquei em situação de violência por quase dez anos. Após um episódio de violência fui parar na DDM com meu filho pequeno, fiquei no abrigo Sara M por seis meses, hoje em dia eu frequento o Ceamo e tento recomeçar, apesar de todos os desafios”, afirmou N.M.I, 35 anos.