A Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas) entregou nesta quinta-feira, 6 de agosto, à Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO), um drone multiespectral e seis armadilhas fotográficas adquiridos por meio de compensações ambientais. Os novos equipamentos vão reforçar o monitoramento da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Mata de Santa Genebra, ampliando a capacidade de fiscalização, pesquisa e conservação da biodiversidade.
A cerimônia de entrega do equipamento ocorreu na sede administrativa da FJPO e contou com a presença do presidente da Fundação, Rogério Menezes, do gestor ambiental da Seclimas, Rodrigo Pires, e de técnicos dos dois órgãos.
“Os novos equipamentos elevam significativamente nossa capacidade de monitoramento e proteção da biodiversidade”, destaca Menezes. “Agradecemos à Prefeitura de Campinas e à Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade por essa parceria, que demonstra o compromisso conjunto com a preservação de um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica da nossa região”, complementou.
Tecnologia a serviço da conservação
Entre os equipamentos entregues está um drone DJI Mavic 3 Multispectral RTK, acompanhado de três baterias de voo inteligente, adquirido por aproximadamente R$ 60 mil.
O equipamento será utilizado no monitoramento da Mata de Santa Genebra e de seu entorno. Além das imagens convencionais, ele produz imagens multiespectrais, capazes de registrar faixas de luz visíveis e invisíveis ao olho humano. A tecnologia permitirá avaliar a saúde da vegetação, identificar áreas de degradação, mapear desmatamentos, estimar o volume de biomassa e monitorar estresses ambientais com elevada precisão.
O novo drone complementa outro equipamento já utilizado pela Fundação em ações preventivas, especialmente na detecção precoce de focos de fumaça e no apoio ao combate a incêndios florestais durante o período de estiagem.
Também foram entregues seis armadilhas fotográficas, ampliando de 15 para 21 o número de câmeras instaladas em diferentes pontos da unidade de conservação. A Fundação mantém ainda nove equipamentos de reserva para substituição em caso de falhas ou para instalação em novos locais de monitoramento.
As armadilhas fotográficas registram automaticamente a passagem dos animais, permitindo identificar as espécies que utilizam a floresta, acompanhar seu estado de conservação, conhecer seus períodos de maior atividade e gerar informações importantes para pesquisas científicas e para o manejo da fauna.
O drone e as armadilhas fotográficas foram adquiridos por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado por uma pessoa física junto à Prefeitura de Campinas.
Patrimônio ambiental de Campinas
A Mata de Santa Genebra ocupa uma área de 251,77 hectares — equivalente a cerca de 300 campos de futebol — e é o maior fragmento florestal da Região Metropolitana de Campinas. A unidade é classificada como Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) e possui gestão compartilhada entre a Fundação José Pedro de Oliveira e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
No local já foram registradas 365 espécies de vertebrados, entre elas 247 aves, 56 mamíferos, 38 répteis, 20 anfíbios e quatro espécies de peixes. Entre os invertebrados, destacam-se mais de 700 espécies de borboletas identificadas.
A Mata também abriga espécies ameaçadas de extinção, como a onça-parda (Puma concolor), o gato-do-mato-do-sul (Leopardus guttulus) e a jaguatirica (Leopardus pardalis), além de espécies classificadas como quase ameaçadas, como o bugio-ruivo (Alouatta guariba), o macaco-prego (Sapajus nigritus) e diversas aves, reforçando a importância da preservação desse patrimônio ambiental de Campinas.








