Equipes da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) e da Vigilância em Saúde Regional Suleste visitaram moradores e comerciantes de 236 imóveis do entorno do Cemitério da Saudade, em Campinas, nesta sexta-feira, 31 de julho, para orientações sobre a raiva.
 
A ação foi realizada após uma gata localizada no cemitério ser diagnosticada com a doença. Trata-se do primeiro caso de raiva em um gato desde 2016, na cidade.
 
Ela foi encontrada no Cemitério da Saudade, resgatada por protetores de animais e levada a uma clínica veterinária, onde morreu. O diagnóstico foi confirmado pelo Instituto Pasteur.
 
A raiva é transmitida pela mordida de animais infectados, por arranhões ou pelo contato da saliva com mucosas ou feridas abertas. Trata-se de uma doença grave, que pode levar à morte.
 
Sem contatos localizados
 
Na ação desta sexta-feira, as equipes descreveram as características da gata aos moradores na tentativa de identificar alguém que a conhecesse ou soubesse quem era seu tutor. No entanto, não foram localizadas mais pessoas que tiveram contato com o animal. Neste sábado, os profissionais vão retornar para visitar imóveis que estavam sem moradores. 
 
O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) destaca que o risco está restrito a quem teve contato direto com o animal.
 
Um funcionário que cuidou da gata na clínica foi arranhado por ela. Ele já era imunizado contra a raiva e foi encaminhado para atendimento antirrábico humano (AARH) em uma unidade de saúde.
 
Quem suspeitar que teve alguma exposição, mesmo que não tenha sido mordido ou arranhado, deve entrar em contato com a UVZ pelo telefone (19) 2515-7044 para avaliação do caso. Trata-se de um animal jovem, rajado e com pelagem branca na barriga.