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Campinas terá escola com espaço inédito para educação ambiental e climática em Joaquim Egídio

Agnelo familia by Agnelo familia
dezembro 22, 2025
in Noticias
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A Secretaria de Educação de Campinas terá uma escola com espaço inédito para educação ambiental e climática no distrito de Joaquim Egídio. O objetivo é iniciar a construção de uma estrutura em terreno próprio da Prefeitura até o segundo semestre de 2026 para um projeto-piloto direcionado também para a visitação dos estudantes matriculados no ensino fundamental 1 e 2, portanto, grupos que contemplam alunos e alunas de 6 a 14 anos.

A proposta, na prática, significa aprimorar a educação ambiental na rede municipal. Campinas conta com aproximadamente 18,2 mil crianças e adolescentes no ensino fundamental e a área do futuro espaço está localizada na rua Dr. Heitor Penteado.

O número de alunos e alunas que serão recebidos pela escola ainda será definido, mas a unidade ficará aberta para a visitação dos demais matriculados pela secretaria nesta etapa de educação básica.

“O objetivo é oferecer às escolas um lugar de encontro entre pessoas, saberes e natureza. Joaquim Egídio é uma das áreas mais ricas da cidade em biodiversidade e em meio às mudanças climáticas é imprescindível reafirmar que aprender é também cuidar, sentir e compartilhar”, afirmou a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz.

Planejamento

O distrito integra a Área de Proteção Ambiental (APA) de Campinas e o planejamento deste novo espaço está em elaboração pela Prefeitura. Ele deve considerar aspectos como: aproveitamento das condições naturais locais, entre eles, aproveitamento e reúso da água, energia solar, ventilação natural e vegetação; ambiente integrado à paisagem; adaptações para garantir inclusão e acessibilidade dos usuários; uso de matérias-primas ecoeficientes e de baixo impacto ambiental; e valorização do ciclo de vida dos materiais e das construções.

A previsão é de que esta unidade de ensino com educação ambiental e climática funcione como um espaço vivo de aprendizagens múltiplas, integrando natureza, cultura e pedagogia.

Campinas conta atualmente com sete centros de educação ambiental distribuídos por diferentes áreas da cidade administrados por diferentes órgãos e instituições. O objetivo da Educação, com o novo modelo, é ter um espaço exclusivo direcionado às unidades de ensino para fortalecer as políticas pedagógicas sobre educação ambiental.

Entre os recursos previstos estão: 

  • Cozinha equipada e refeitório que permitam o preparo e o compartilhamento de alimentos produzidos no próprio espaço; 
     
  • Banheiros acessíveis, com trocadores para bebês e espaços inclusivos; 
     
  • Espaço multimídia, com internet, lousa digital ou projetor, para articular tecnologias e saberes ambientais, além de espaços para exibição, produção e debate de filmes; 
     
  • Equipamentos de observação científica, como microscópios e lupas; 
     
  • Biblioteca com obras dedicadas à educação socioambiental;

O projeto prioriza a preservação das árvores nativas e prevê ações de reflorestamento e recuperação ecológica inspiradas em princípios da agrofloresta e da agroecologia, integrando também saberes quilombolas, indígenas e de outros povos tradicionais. 

No entorno, a unidade de ensino deve priorizar a pausa e escuta para:
 

  • Agrofloresta: ações de reflorestamento e recuperação ecológica inspiradas em  princípios da agrofloresta e da agroecologia 
     
  • Redário para descanso, leitura, conversas, contemplação e contações de histórias; 
     
  • Horta e canteiro de ervas medicinais: cultivados de forma colaborativa; 
     
  • Composteira: servirá para a adubação dos canteiros no próprio terreno aproveitando restos da cozinha e podas do jardim; 
     
  • Meliponário, com abelhas sem ferrão; 
     
  • Cozinha experimental: onde crianças e jovens possam cozinhar, observar e transformar os alimentos — aprendendo sobre ciclos, sabores e culturas; 
     
  • Canteiro de flores, atraindo joaninhas, borboletas e abelhas; 
     
  • Espaço para separação de resíduos: os materiais com potencial para reciclagem devem ser destinados a alguma cooperativa localizada na região onde ficará a estrutura; 
     
  • Espaço para interação com água: poderá ser um pequeno lago, uma fonte ou espaço de brincadeiras que usufruem desse elemento tão fundamental;
     
  • Minimuseu a céu aberto: possibilidade de exposições artísticas nos espaços livres para contemplação, interação e produção entre estudantes e educadores; 
     
  • Parque naturalizado: ambientes externos que oferecem brinquedos, mobiliários e estruturas criadas principalmente com materiais da natureza, como terra, pedras, água, galhos e arbustos. A combinação desses elementos com caminhos, túneis e peças móveis formam um cenário que convida e favorece o brincar.

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