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Fortalecimento de ações da linha materno-infantil reduz mortalidade infantil em Campinas

Agnelo familia by Agnelo familia
setembro 30, 2026
in Noticias
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Em curva de queda, a taxa de mortalidade infantil em Campinas segue dentro da meta em 2026. No 2º quadrimestre, o percentual foi de 9,03 óbitos para cada 1 mil nascidos vivos. No semestre anterior, estava em 9,64.

A meta estabelecida é de taxa igual ou inferior a 9,99, conforme definido no Plano Municipal de Saúde do Município.

Entre as ações que vêm sendo intensificadas pela Secretaria Municipal de Saúde estão o acompanhamento do pré-natal, a vacinação das gestantes e dos bebês, além do atendimento do binômio mãe-bebê após o parto. A estratégia busca identificar rapidamente situações de risco e fortalecer a linha de cuidado materno-infantil.

O percentual de recém-nascidos e puérperas atendidos pela Atenção Primária à Saúde na primeira semana de vida foi de 51,59%, superando a meta estabelecida de 35%.

Atendimento do binômio

Uma das ações destacadas pela área técnica da Criança e do Adolescente é o atendimento do binômio mãe-bebê nos primeiros sete dias após o nascimento. O atendimento permite avaliar a mãe e o bebê e identificar precocemente situações que possam exigir acompanhamento ou intervenção.

“Eles são atendidos precocemente e avaliados porque é um primeiro atendimento da mãe e do bebê que já pode identificar alguma situação que requer alguma ação mais imediata”, explica Maria Fernanda Castanheira Nunes, da coordenação da área técnica da Criança e do Adolescente.

Avaliação de relatórios de alta

A Secretaria Municipal de Saúde realiza o acompanhamento dos relatórios de alta encaminhados pelas maternidades, com o objetivo de verificar a realização do atendimento do binômio nas respectivas unidades de saúde.

Nos casos em que não é identificado registro de atendimento, a equipe responsável comunica a unidade de referência e solicita as providências pertinentes, visando fortalecer a continuidade e a integralidade do cuidado.

O acompanhamento permite, ainda, identificar situações de vulnerabilidade e possíveis sinais de alerta, além de orientar a família sobre cuidados importantes nessa fase, como amamentação, vacinação e acompanhamento do ganho de peso.

Prevenção de doenças respiratórias

A imunização também é uma das estratégias que contribuem para a proteção de gestantes e bebês. A vacinação durante a gestação oferece proteção ao bebê, enquanto a imunização de crianças prematuras ou com determinadas condições de saúde ajuda a prevenir formas graves de doenças.

Entre os imunizantes relevantes, Maria Fernanda cita o nirsevimabe, anticorpo monoclonal injetável que oferece proteção imediata a bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o principal causador de bronquiolites e pneumonias graves.

O anticorpo passou a ser oferecida no SUS em fevereiro deste ano. A equipe aposta nele como uma das estratégias para evitar quadros de insuficiência respiratória em pacientes pediátricos.

A vacinação das gestantes também é uma das medidas reforçadas pela Secretaria. A orientação é que o acompanhamento durante a gestação seja mantido e que as vacinas indicadas sejam realizadas para ampliar a proteção da mãe e do bebê.

Pré-natal e acompanhamento por agentes

O pré-natal é outro ponto considerado fundamental para a prevenção de situações que podem comprometer a saúde da mãe e do bebê. O acompanhamento permite identificar condições de risco durante a gestação, realizar exames, acompanhar o desenvolvimento do bebê e adotar medidas de prevenção e tratamento quando necessário.

A Secretaria reforça a importância da prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) durante a gestação, já que infecções como sífilis e HIV, entre outras, podem trazer consequências graves para o bebê.

Na rede municipal, os agentes comunitários de saúde têm papel importante no acompanhamento das gestantes e na comunicação com as equipes das unidades. A partir das informações obtidas no território e dos relatórios encaminhados pelas maternidades, é possível localizar famílias que precisam ser inseridas ou reinseridas no acompanhamento.

“Os agentes comunitários de saúde são primordiais. Fazendo o acompanhamento da gestante e da família, construindo vínculo juntamente com a equipe de estratégia de saúde da família. Deste modo, assim que o bebê nasce, a família já comunica os profissionais, que se programam para receber o binômio na unidade e fazer a visita domiciliar”, explica Maria Fernanda.

Quando uma gestante ou puérpera chega ao município sem acompanhamento anterior, as equipes atuam para localizar a família e articular o cuidado.

Análise dos óbitos orienta ações

A redução da mortalidade infantil é acompanhada pela análise dos óbitos e pela investigação das circunstâncias envolvidas em cada caso.

Os comitês de mortalidade avaliam situações relacionadas à gestação, ao parto e ao período após o nascimento, buscando identificar oportunidades de melhoria na linha de cuidado.

Orientação às famílias

Para a população, a Secretaria reforça os três cuidados principais para a proteção da saúde materno-infantil: realizar um pré-natal adequado, manter a vacinação indicada durante a gestação e procurar a unidade de saúde com o bebê nos primeiros sete dias de vida.

O atendimento precoce do recém-nascido permite que a equipe avalie a condição da criança, identifique sinais de alerta e oriente a família sobre os cuidados necessários.

Rede de atendimento

O atendimento às gestantes pelo SUS Municipal ocorre nos 69 centros de saúde. Os nascimentos pela rede municipal ocorrem nos hospitais Maternidade de Campinas e PUC-Campinas. Pela rede estadual, os nascimentos em Campinas ocorrem no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), na Unicamp.

Além disso, Campinas conta desde 2015 com a Casa da Gestante, projeto pioneiro no Brasil que funciona por meio de um convênio entre a Saúde e o Instituto Padre Haroldo. Trata-se de uma unidade de acolhimento para gestantes e puérperas que estejam em situação de rua com risco de saúde e vulnerabilidade.

A Casa da Gestante realiza um trabalho articulado para construção ou reconstrução dos direitos básicos das mulheres, incluindo desde apoio para obtenção de documentos até inserção no mercado de trabalho, além de acompanhamento posterior das mulheres e filhos após período na unidade. O serviço garante ainda consultas de pré-natal e de puericultura, além da vacinação das crianças e o direcionamento delas para as matrículas nas escolas.

O SUS Municipal conta, ainda, com o Hospital Mário Gattinho, unidade pediátrica sob gestão da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar.

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Tags: açõesfortalecimentolinhamaternoinfantilreduz
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