A Rede Mário Gatti realiza, ao longo deste mês, uma série de atividades em referência ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado nesta quinta-feira, 17 de setembro. O atendimento de casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) é um dos destaques da programação.
O tema definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar a data é “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”, acompanhado do slogan “Cuidado seguro para a vida!”.
A programação está sendo desenvolvida dentro dos hospitais Mário Gatti e Ouro Verde, envolvendo ações de sensibilização, educação e fortalecimento da cultura de segurança, por meio de capacitações e divulgação de banners.
A proposta é chamar a atenção para a segurança do paciente durante toda a trajetória de cuidado das pessoas que vivem com doenças não transmissíveis, como moléstias cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas.
Essas condições geralmente exigem acompanhamento contínuo e envolvem diferentes profissionais, serviços e etapas do cuidado, o que demanda ações coordenadas para afastar riscos de incidentes e danos evitáveis.
“Falar em cuidado seguro significa fortalecer processos que contribuam para a identificação correta do paciente, comunicação efetiva entre os profissionais, uso seguro de medicamentos, diagnóstico oportuno, continuidade do cuidado e participação do paciente e de sua família”, explica Karla Almeida, enfermeira do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP).
Segundo ela, o tema reforça uma ideia fundamental: a segurança do paciente não acontece somente durante um procedimento ou dentro de uma unidade de saúde, mas deve estar presente em toda a jornada do cuidado.
Protocolo AVC
Um dos temas abordados é o Protocolo AVC, uma estratégia para organizar e padronizar o atendimento ao paciente com suspeita de Acidente Vascular Cerebral, uma condição na qual a resposta rápida e coordenada da rede é fundamental.
“No contexto da segurança do paciente, a construção e o fortalecimento desse protocolo contribuem para que a equipe tenha maior clareza sobre as etapas do atendimento, critérios de identificação, comunicação e encaminhamento, reduzindo variações desnecessárias no processo assistencial”, explica a enfermeira.
A estratégia adotada é a realização de capacitações com os colaboradores, desde a recepção até as equipes assistenciais, para que estejam aptos a reconhecer precocemente os sinais e sintomas sugestivos de um possível AVC.
Dessa forma, busca-se agilizar o atendimento e o encaminhamento adequado do paciente, reduzindo o tempo até o início do tratamento e favorecendo um melhor desfecho clínico, com redução do risco de sequelas e melhores condições para sua recuperação.
Identificação do AVC
Há três sinais de alerta imediato de ocorrência de AVC que podem ser identificados pela população:
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Assimetria facial (desvio de rima);
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Diminuição de força ou sensibilidade em membros;
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Alteração da fala ou linguagem.
Para identificação, pode ser realizado a metodologia Samu:
Sorriso: peça para a pessoa sorrir e observe se o sorriso está desviado ou torto;
Abraço: peça para a pessoa levantar os dois braços e observe se um deles não levanta ou se há fraqueza;
Música: peça para a pessoa cantar uma música e observe se há dificuldade na fala, como palavras embaralhadas ou sem sentido;
Urgência: em caso de suspeita, ligue para o Samu pelo telefone 192.
Outros sinais são perda visual súbita, alteração do equilíbrio e coordenação e déficit neurológico focal agudo.
Reflexo no atendimento
Karla destaca que o objetivo é que a discussão sobre segurança se reflita em ações concretas no cotidiano dos serviços de saúde.
“As atividades contribuem para reforçar junto às equipes a importância de reconhecer riscos, seguir protocolos e barreiras de segurança, comunicar informações de forma adequada e trabalhar de maneira integrada. Na prática, isso pode representar um atendimento mais organizado, oportuno e seguro, com redução de riscos e maior capacidade de prevenir danos evitáveis”, elenca.

