O Grupo de Coloproctologia da Rede Mário Gatti lançou, na última semana, o Manual de Condutas em Coloproctologia. A publicação conta com a participação de sete especialistas e é fruto de um trabalho desenvolvido ao longo de anos. Entre os principais objetivos estão ampliar a qualidade do atendimento aos pacientes, oferecendo uma assistência mais organizada, segura e baseada em critérios técnicos.
 
Segundo o cirurgião colorretal e digestivo, Gustavo Sevá-Pereira, que coordenou o trabalho, a proposta surgiu da necessidade de reunir, de maneira objetiva e organizada, as principais condutas utilizadas no atendimento aos pacientes da especialidade.
 
“O manual aborda as principais situações encontradas na prática da coloproctologia, procurando orientar desde a avaliação inicial e investigação diagnóstica até a definição de tratamento, acompanhamento e, quando necessário, indicação cirúrgica, estadiamento e tratamentos complementares”, detalha.
 
A escolha dos temas foi baseada principalmente na frequência e na relevância das doenças atendidas no serviço, além das situações em que a padronização de condutas pode contribuir para agilizar o atendimento e facilitar a tomada de decisão. 
 
“O conteúdo procura associar a experiência prática do grupo às recomendações atualmente aceitas na literatura médica e nas principais diretrizes da especialidade, bem como à realidade dos nossos atendimentos no contexto do SUS”, acrescenta o médico.
 
Trabalho em conjunto
 
Os sete profissionais que participaram da elaboração do manual são integrantes do Grupo de Coloproctologia da Rede Mário Gatti. 
 
Segundo Sevá-Pereira, o trabalho em conjunto é importante porque permite reunir diferentes experiências e pontos de vista. 
 
“Cada capítulo pôde ser discutido e revisado pelo grupo, evitando que o manual representasse apenas a opinião individual de um profissional. Isso contribui para construir condutas mais consistentes, aplicáveis à realidade da instituição e alinhadas com a prática baseada em evidências. Além disso, esse processo de discussão tem um papel de formação muito importante, especialmente em um hospital que também participa da formação de residentes e de novos especialistas”, destaca.
 
Benefícios para os pacientes
 
O cirurgião explica que um dos principais objetivos da publicação é melhorar e uniformizar a assistência ao paciente. “Em um serviço com grande volume de pacientes, diferentes profissionais e participação de médicos residentes, ter protocolos e condutas bem estabelecidos reduz variações desnecessárias no atendimento e facilita a tomada de decisões”, observa.
 
O manual também funciona como uma referência rápida para situações do dia a dia, auxiliando na investigação, no tratamento e no encaminhamento adequado dos pacientes.
 
“No final, o maior beneficiado é o próprio paciente, porque a padronização contribui para uma assistência mais organizada, segura e baseada em critérios técnicos. Além disso, o trabalho permite transformar a experiência acumulada pelo serviço em conhecimento estruturado, que pode ser utilizado na formação dos profissionais e continuamente atualizado à medida que surgem novas evidências científicas”, acrescenta.
 
Como adquirir?
 
O manual foi elaborado inicialmente como instrumento de apoio aos profissionais da Rede Mário Gatti, especialmente médicos, residentes e demais profissionais envolvidos na assistência aos pacientes com doenças coloproctológicas. 
 
No entanto, como foi publicado em livro, também está acessível para qualquer interessado no site da editora (https://loja.editoradialetica.com/saude/manual-de-condutas-em-coloproctologia-grupo-de-coloproctologia-do-hospital-mario-gatti).