A literatura de cordel produzida por um artista de Campinas ganha espaço na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O cordelista Samuel de Monteiro participa da programação do evento nesta sexta-feira, 11 de setembro, e aproveita a ocasião para lançar seu primeiro livro, “Será que foi assim? (Cordéis Alumbrados)”, publicado pela Editora Encruza. A obra foi contemplada e viabilizada por meio de edital do FICC 2024, com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas.
Samuel participa de duas atividades na Bienal. Às 12h30, estará no Espaço Cordel e Repente, no estande DD 10, dedicado à literatura popular brasileira. Às 17h, participa da programação do estande do Conselho Regional de Biblioteconomia da 8ª Região de São Paulo (CRB-8), no espaço CC 28, onde aborda o tema “O papel da Literatura de Cordel na formação de novos leitores”.
Além das atividades, o poeta expõe seus cordéis durante o evento. Esta é a segunda vez que Samuel de Monteiro participa da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, considerada o maior evento literário da América Latina.
Para o cordelista, a presença da literatura de cordel em um evento dessa dimensão contribui para ampliar o acesso do público à cultura popular e para aproximar novos leitores da produção dos artistas do gênero. “A Bienal do Livro é a celebração da nossa literatura e a oportunidade que nós, cordelistas, temos de apresentar ao público o nosso trabalho. Eventos como estes acabam quebrando barreiras e preconceitos em relação à cultura popular e servem também para a formação de novos leitores e apreciadores da nossa arte”, afirma.
Escritor precoce
Nascido em 16 de maio de 1970, em Monteiro, na Paraíba, Samuel de Monteiro começou a escrever aos 13 anos. Filho do cordelista e repentista Asa Branca do Ceará, herdou do pai a tradição da poesia popular. Ao longo da trajetória, publicou mais de 200 cordéis e participou de diversas coletâneas. Em 2026, lançou seu primeiro livro, “Será que foi assim? (Cordéis Alumbrados)”.
Uma de suas obras, “A Lenda dos Cavaleiros da Água”, também foi adaptada para o cinema em um curta-metragem de mesmo nome, com roteiro e direção da cineasta Helen Quintans, irmã do poeta. A produção já conquistou mais de 40 prêmios no Brasil e no exterior.
Radicado em Campinas, Samuel mantém a ligação com suas origens e atua na difusão da cultura de Monteiro e do Cariri Paraibano. O trabalho inclui apresentações, eventos e oficinas de literatura de cordel em entidades, pontos de cultura, bibliotecas e escolas.
A participação de Samuel na Bienal ocorre no dia 11 de setembro. No Espaço Cordel e Repente, no estande DD 10, a apresentação irá das 12h30 às 13h30, enquanto no estande do CRB-8, espaço CC 28, a atividade será desenvolvida das 17h às 18h.
A exposição de cordéis no Espaço Cordel e Repente pode ser visitada das 9h às 22h.
Bienal
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ocorre no Distrito Anhembi, em São Paulo, de 4 a 13 de setembro. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Fever.
A edição de 2026 reúne 269 expositores e tem expectativa de receber mais de 700 mil visitantes. A programação reúne atividades voltadas à literatura, leitura, cultura e economia criativa.
O Espaço Cordel e Repente, localizado no estande DD 10, é coordenado pela Editora IMEPH, sob curadoria de Lucinda Marques, e reúne atividades dedicadas à tradição da literatura popular brasileira. Nesta edição, o espaço também presta homenagem ao legado do escritor Ariano Suassuna.
Já o estande do CRB-8 tem como tema “Território livre: bibliotecas como espaço da democracia” e promove debates relacionados à literatura, leitura e ao papel social das bibliotecas. A programação também aborda temas como inclusão, saúde mental e políticas públicas de leitura.








