A Secretaria de Saúde de Campinas lançou nesta quarta-feira, 2 de setembro, o “Virando o Jogo: Programa de prevenção e cuidado às pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas online”. Será oferecido teleatendimento para orientação, triagem e encaminhamento dos pacientes, além da capacitação continuada dos profissionais da rede municipal, em uma parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para identificar e acompanhar pessoas com problemas relacionados às apostas (bets).

O teleatendimento começa nesta quinta-feira, 3 de setembro. Ele será realizado por profissionais de saúde mental da rede municipal, com acesso por meio da assistente virtual Ana, da Secretaria Municipal de Saúde (pelo WhatsApp, no número 19 99899-0903).

“É um programa estruturado que abre as portas através do teleatendimento, é articulado com a rede de atendimento para pacientes psiquiátricos da prefeitura e também tem uma parceria importante com o ambulatório de substâncias psicoativas da Unicamp. Então, é toda uma rede estruturada para atender pacientes que hoje comprometem a renda familiar com apostas em bets e sofrem essa propaganda, muitas vezes abusiva”, detalhou o prefeito Dário Saadi.

A medida complementa o decreto que proíbe a veiculação de publicidade de bets, em painéis, outdoors, mobiliário urbano e demais espaços publicitários regulamentados pelo Município, publicado no dia 31 de julho.

Ao solicitar o teleatendimento, a pessoa será convidada a responder a um autoteste rápido, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) e também utilizado pelo Ministério da Saúde.

Na sequência, será agendado o teleatendimento, no qual um profissional capacitado vai avaliar a situação e definir a melhor conduta. Dependendo do caso, poderão ser realizados novos teleatendimentos ou ser feito o encaminhamento para outro serviço da rede, como Centro de Atenção Psicossocial (Caps) ou Centro de Saúde (CS).

O teleatendimento será realizado no Departamento de Ensino e Pesquisa (Deps), com utilização de estrutura tecnológica que garante privacidade e sigilo aos pacientes, além do prontuário eletrônico já adotado pela rede municipal.

“Esse é um problema nacional, não é de Campinas. Nós vamos conscientizar as pessoas que precisam de ajuda – e aqui a família é fundamental para trabalhar junto e acolher -, e os próprios profissionais da área da saúde têm que se sentir capacitados para o enfrentamento dessa nova doença. Claramente, isso é uma doença e tem que ser enfrentada. Estamos trazendo a universidade porque nós precisamos também criar uma expertise de enfrentamento”, explica o secretário de Saúde, Lair Zambon.