Campinas propôs a criação de um hub de tecnologia e inovação para a região metropolitana de Campinas (RMC) durante reunião do Conselho da RMC na manhã desta terça-feira, 18 de agosto, no espaço Mescla, Campus 1 da PUC-Campinas. Outro assunto de destaque foi a discussão sobre os extremos climáticos, com a chegada do fenômeno El Niño, e as ações para amenizar os efeitos climáticos.
Segundo o prefeito Dário Saadi, presidente do Conselho da RMC, a ideia é transformar a Região Metropolitana de Campinas em um grande hub de tecnologia e inovação.
“As cidades se comprometem a aprovar legislações de atração de empresas de tecnologia, a lei de sandbox e outras medidas que tornem a região cada vez mais atrativa para novos negócios e investimentos. Campinas vai disponibilizar aos municípios da RMC sua experiência e suas leis de sandbox e de incentivos, para que possamos criar um ambiente favorável à instalação e ao desenvolvimento de empresas de tecnologia e inovação em toda a região. Queremos consolidar a RMC como um Vale do Silício nacional”, destacou o prefeito durante reunião.
Fortalecimento regional para tecnologia e inovação
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Campinas, Adriana Flosi, fez uma apresentação com a proposta de articulação regional para fortalecer a integração das cidades da RMC em ciência, tecnologia e negócios.
“Nossa região está repleta de ciência, de muitos talentos, de empresas de tecnologia, de indústrias e investimentos de capital. Podemos transformar toda essa força numa identidade regional. Esta é a nossa ideia de ter um hub de tecnologia na região metropolitana de Campinas, trazer oportunidade para todos.”, ressaltou.
Adriana completou que “os ecossistemas de ciência e tecnologia em outras regiões do mundo funcionam em uma região e não em uma cidade única. O próprio Vale do Silício, por exemplo, são 14 cidades.”
Os prefeitos das cidades que compõem a RMC aprovaram a ideia e se comprometeram a propor e discutir leis para avançar na criação do hub de tecnologia.
Meio ambiente: chegada do El Niño e ações de enfrentamento
A chegada e as possíveis consequências do fenômeno El Niño e as ações para enfrentar os extremos climáticos foram apresentados pela bióloga a assessora técnica ambiental da Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Campinas, Angela Guirao; pelo coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas e pela pesquisadora do Centro de Pesquisas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, Ana Ávila.
O coordenador regional e diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado, destacou: “O El Niño já chegou. Estamos recebendo alertas constantes de alta temperatura, riscos de incêndio e a possibilidade dos temporais muito intensos. É importante que as cidades da RMC atuem de forma conjunta, com protocolos integrados”, ressaltou o diretor da Defesa Civil.
A pesquisadora e meteorologista Ana Ávila explicou sobre o El Niño e os efeitos no clima “O El Niño está acontecendo desde julho. Deve ser um evento de muita intensidade, temperaturas acima da média, ondas de calor, entre outros”, explicou Ana.
“Sugerimos uma série de possibilidades de ações aos municípios para o enfrentamento do El Niño, desde ações de baixo impacto em termos de custo até as que demandam algum tipo de investimento maior”, explicou o prefeito Dário Saadi.
A assessora técnica Angela Guirao destacou que é importante estabelecer uma governança climática em cada cidade. “Cada cidade tem um perfil e deve fazer um planejamento para avaliar os riscos climáticos e o enfrentamento a esses extremos, que devem ser feitos de forma integrada e transversal”.
Projetos da RMC
Bases de apoio: estruturas móveis para atendimento em situações de emergência.
Centros de operações de emergência (COE): modelo regional de planejamento, coordenação e balanço das operações. A RMC tem COEs em 12 municípios.
Radar meteorológico da Unicamp: em operação desde dezembro de 2025, com cobertura de até 100 km.
Protocolo integrado entre Campinas, Itatiba e Morungaba no Pico das Cabras e entre Campinas e Paulínia, na Mata de Santa Genebra, para apoio às operações de combate a incêndios.
Campinas iniciou a implantação de uma rede com 21 estações meteorológicas. Cinco unidades já estão em funcionamento.








