A Secretaria de Saúde de Campinas realizou uma ação de vacinação de cães e gatos em frente ao Cemitério da Saudade, no sábado, 8 de agosto, após uma gata com a doença ser encontrada no local. A iniciativa do sábado foi voltada aos animais dos moradores vizinhos do cemitério em um raio de 300 metros. No total, foram imunizados 64 cães e gatos.

Campinas não registrava raiva em gatos desde 2016.

Também no sábado, uma outra equipe promoveu dentro do cemitério uma ação educativa para os frequentadores, tirando dúvidas e orientando quanto à prevenção da raiva.
 

Ações continuam

Nesta semana, durante dois dias, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) também vai ministrar palestras para os funcionários e terceirizados da Setec, responsável pela gestão do cemitério.

Além disso, terá continuidade o bloqueio vacinal na região. Anteriormente, foram realizadas ações de vacinação casa a casa no entorno, além de vacinação de gatos que vivem no cemitério.
 

Vacina antirrábica para animais do público em geral

A vacinação antirrábica gratuita para o público em geral segue disponível durante todo o ano na UVZ, por meio de agendamento, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone (19) 2515-7044.
 

Confira orientações sobre a raiva

– Vacinar animais anualmente contra a raiva; 
– Não deixá-los soltos na rua; 
– Não manusear animais de rua que não conhece; 
– Se vir um animal doméstico machucado, não tocá-lo – a orientação é acionar o Samu Animal pelo telefone 156; 
– Não encostar em morcegos;
– Procurar um Centro de Saúde e avisar a UVZ caso tenha sido agredido por algum animal.
 

Sobre a variante do vírus

A UVZ esclarece que o caso registrado no cemitério é da variante do morcego, que causa a chamada raiva paralítica – a gata morreu após ser levada a uma clínica. Diferentemente da forma furiosa da doença, cujo vírus não circula mais na região, a raiva paralítica faz com que o animal fique prostrado, quieto e apresente sintomas neurológicos, o que reduz significativamente a probabilidade de acidentes e agressões.

O monitoramento de morcegos é realizado de forma contínua ao longo do ano. São recolhidos aqueles que são encontrados em situações atípicas e enviados para análise em São Paulo. Neste ano, foram identificados quatro morcegos positivos.