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Sarampo: tudo o que você precisa saber sobre a vacina contra a doença

Agnelo familia by Agnelo familia
agosto 10, 2026
in Noticias
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A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra o sarampo diante do aumento de casos no Estado de São Paulo. 
Campinas não tem diagnóstico positivo para sarampo desde 2021 e, no ano passado, alcançou cobertura vacinal de 98,30% para a primeira dose da tríplice viral e de 92,41% para a segunda. 

No entanto, diante dos registros no Estado, a Secretaria de Saúde de Campinas vem adotando uma série de ações preventivas. Entre elas, está uma campanha de multivacinação, iniciada em 3 de agosto (https://campinas.sp.gov.br/noticias/campinas-da-inicio-a-campanha-de-multivacinacao-de-jovens-em-campinas-nesta-segunda-3-146415), e reuniões com representantes de escolas e hospitais para orientações.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre a imunização contra o sarampo, o Programa de Imunização de Campinas preparou um guia com perguntas e respostas. Confira:

– Quem deve se vacinar contra o sarampo?

A vacina tríplice viral (SCR) protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível para as pessoas que estão com o esquema vacinal incompleto. 

O calendário vacinal prevê a aplicação da vacina ainda na infância: a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Pessoas que não seguiram esse calendário devem ser imunizadas conforme o seguinte esquema:

– De 5 a 29 anos: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias;

– De 30 a 59 anos: uma dose;

– Trabalhadores da saúde: duas doses, independentemente da idade.

Mais informações estão disponíveis no site da vacinação da Prefeitura de Campinas: https://vacina.campinas.sp.gov.br.

Qual é a eficácia da vacina? É possível contrair sarampo mesmo estando vacinado?

A vacina é altamente eficaz na prevenção do sarampo. Com as duas doses, a proteção chega a cerca de 97% — ou seja, quase todas as pessoas vacinadas ficam protegidas.

Como a proteção não é de 100%, sim, é possível contrair sarampo mesmo vacinado — mas isso é muito raro. Quando ocorre, a doença costuma ser mais branda, com menor risco de complicações do que em quem não se vacinou. 

Ou seja: mesmo nos casos raros em que a vacina não impede a infecção, ela ainda protege contra as formas graves do sarampo.

Se eu estiver vacinado, estarei protegido ao ter contato com alguém com sarampo?

Sim. Quem está com o esquema vacinal completo tem muito mais chances de estar protegido ao entrar em contato com o vírus do sarampo. A vacina reduz significativamente o risco de adoecer após a exposição. Por isso, manter a vacinação em dia é a melhor forma de prevenção.

Quanto tempo após ser vacinado estarei protegido?

A vacina tríplice viral começa a fazer efeito e a produzir os anticorpos de proteção entre 10 e 14 dias depois da primeira dose. Ou seja: a proteção não é imediata. 
Por isso, a orientação é simples: não espere surgir uma situação de risco — como um surto na sua região ou uma viagem — para se vacinar. Quem deixa para depois fica sem proteção justamente no momento em que mais precisa. 

Outro ponto importante: de 12 meses até 29 anos, são indicadas duas doses da vacina para garantir a proteção mais adequada. Quem tomou só uma dose pode não estar totalmente protegido.

O que fazer se não tenho caderneta nem cartão de vacina, ou se perdi e não lembro se fui vacinado?

Não precisa se preocupar — e também não precisa adivinhar. Perder a caderneta não significa perder o direito à proteção. Siga os passos a seguir:

   • procure um Centro de Saúde e conte a sua situação;

   • a equipe consulta os registros disponíveis nos sistemas oficiais para verificar se você já tem doses registradas;

   • se identificar que recebeu as doses: ótimo, você está em dia — e pode receber a segunda via da caderneta;

   • se não encontrar, a equipe orienta quais doses tomar para atualizar a proteção, seguindo o calendário do Ministério da Saúde.

Por quanto tempo a vacina protege?

A proteção é duradoura — e, na maioria dos casos, para a vida toda. Quem recebe todas as doses indicadas para a sua idade fica protegido contra o sarampo.

Posso tomar a dose no mesmo dia que outras vacinas?

Na maioria dos casos, sim. A vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) pode ser aplicada no mesmo dia de várias outras vacinas, sem problema. 

Mas existem situações que pedem atenção: por exemplo, se você tomou recentemente a vacina contra a febre amarela ou contra a varicela (catapora), é preciso respeitar um intervalo entre as aplicações.

A equipe de saúde avalia e orienta qual o intervalo correto para o seu caso. Por isso, na hora de vacinar, informe quais vacinas você tomou recentemente. Assim, tudo fica seguro e você sai com a proteção em dia.

Quem não deve receber a vacina?

A vacina tríplice viral contra sarampo não é indicada para:

   • gestantes;

   • pessoas com imunossupressão grave — como quem faz tratamento de câncer, é transplantado ou tem doença grave que enfraquece as defesas do corpo. Cada caso é avaliado pelo médico;

   • pessoas que tiveram reação alérgica grave (anafilaxia) após uma dose anterior da vacina;

   • crianças menores de 6 meses.

Por que gestantes não podem tomar a vacina?

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gravidez. Ela é feita com vírus vivo atenuado (enfraquecido) e, por segurança, não é indicada para mulheres grávidas.
Quem tomou a vacina deve evitar engravidar por pelo menos 30 dias após a aplicação.

E um aviso importante para quem já tomou a vacina sem saber que estava grávida: não precisa se desesperar. A recomendação é apenas informar a equipe de saúde, que vai orientar os próximos passos e fazer o acompanhamento adequado.

Qual é a indicação para pessoas com imunidade baixa?

A vacina tríplice viral é feita com um vírus vivo atenuado (enfraquecido), que “ensina” o corpo a se defender sem causar a doença. Mas quem tem a imunidade muito baixa — como pessoas em tratamento de câncer, transplantadas ou com doenças graves — geralmente não pode receber a vacina, pois o organismo pode não conseguir controlar nem o vírus enfraquecido.

Porém, nem toda pessoa com imunidade baixa está na mesma situação. Cada caso é avaliado individualmente pela equipe de saúde.

Na hora de vacinar, informe se você tem alguma doença ou faz algum tratamento que afete a imunidade. O profissional de saúde avalia o seu caso e orienta o que é mais seguro para você.

Quem já teve sarampo precisa se vacinar?

Em geral, pessoas que tiveram sarampo comprovadamente desenvolvem imunidade contra a doença. No entanto, na ausência de comprovação da vacinação, recomenda-se seguir as orientações do Calendário Nacional de Vacinação e tomar as doses indicadas para a sua idade.

Na dúvida, não adivinhe: procure uma unidade de saúde com a sua caderneta de vacinação. A equipe avalia o seu histórico e orienta se você precisa de mais alguma dose.

Qual é a diferença entre a vacina tríplice viral e a tetra viral?

A vacina Tríplice Viral protege contra 3 doenças: sarampo, caxumba e rubéola. É indicada para pessoas entre 12 meses e 59 anos.

A vacina Tetra Viral protege contra 4 doenças: sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora). É indicada para crianças aos 15 meses de idade.

Quem está com gripe, resfriado ou febre pode se vacinar?

Na maioria dos casos, sim — mas depende dos sintomas.

   • Sintomas leves, como coriza ou resfriado sem febre: pode se vacinar normalmente.

   • Com febre ou com o estado geral de saúde comprometido: o ideal é adiar a vacinação até a recuperação. A febre pode ser sinal de que o corpo já está combatendo uma infecção, e é melhor esperar o quadro melhorar.

Em caso de dúvida, procure a equipe de saúde antes de vacinar. O profissional avalia o seu estado e orienta se é seguro tomar a vacina naquele momento ou se é melhor esperar.

Pessoas que tiveram Covid-19 recentemente podem receber a vacina?

Sim. Depois da recuperação da Covid-19 e da melhora dos sintomas, a vacinação contra o sarampo pode ser feita normalmente.

Por que a quantidade de doses é diferente de acordo com a idade?

Porque o corpo responde à vacina de formas diferentes em cada fase da vida — e o risco de pegar a doença também muda com o tempo.

A vacina pode causar alguma reação após a vacinação?

Sim, algumas reações leves são normais: são sinal de que o corpo está respondendo à vacina e criando a defesa contra o sarampo. Elas são temporárias e, na grande maioria dos casos, passam sozinhas em poucos dias. As mais comuns são:

   • dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação;

   • febre baixa;

   • pequenas manchas vermelhas na pele;

   • aumento temporário dos gânglios (as famosas “ínguas”).

Na maioria das vezes, não é preciso nenhum tratamento — apenas observar e descansar.

Posso tomar a vacina em qualquer Centro de Saúde?

Sim. A vacina está disponível em todos os Centros de Saúde de Campinas. Independentemente do local de moradia pode receber a vacina em qualquer unidade, sem necessidade de agendamento.

No site oficial, você pode conferir o endereço do Centro de Saúde e horário de funcionamento da sala de vacina: Acesse https://campinas.sp.gov.br/sites/vacina/locais-e-horarios-de-vacinacao.

Posso consumir bebida alcoólica após receber a vacina?

Não existe contraindicação específica — ou seja, não há uma regra que proíba o consumo de bebida alcoólica depois de se vacinar.

Em quantidade moderada, não interfere na resposta do sistema imunológico nem reduz a eficácia da vacina. Ou seja, beber um pouco não “anula” a proteção.
Mas vale o bom senso:

   • o consumo excessivo pode sobrecarregar o organismo;

   • o principal risco: se você beber demais e passar mal, fica difícil saber se o desconforto é efeito da vacina ou do álcool.

A vacina contém vírus vivo? Existe risco de ela causar sarampo?

Sim, a vacina tríplice viral é feita com um vírus vivo atenuado (enfraquecido), que “ensina” o corpo a se defender sem causar a doença. É justamente isso que faz a vacina funcionar: ela estimula o corpo a desenvolver proteção contra sarampo, caxumba e rubéola sem provocar essas doenças.

Por isso, o risco de a vacina causar sarampo é praticamente inexistente para quem é saudável.

Mas existe um grupo que precisa de atenção: quem tem a imunidade muito baixa — como pessoas em tratamento de câncer, transplantadas ou com doenças graves — geralmente não pode receber a vacina, pois o organismo pode não conseguir controlar nem o vírus enfraquecido. Nesses casos, cada situação é avaliada individualmente pela equipe de saúde.

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