O Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC) 2026 registrou um crescimento expressivo no número de inscrições. O edital recebeu 896 projetos, um aumento de aproximadamente 25% em relação à edição de 2025, que contabilizou 716 inscrições. O resultado demonstra o fortalecimento do interesse dos artistas, produtores e agentes culturais pelo principal programa de fomento cultural da Prefeitura de Campinas, articulado pela Secretaria de Cultura e Turismo.
As inscrições permaneceram abertas entre 1º e 31 de julho. O edital destina R$ 3,33 milhões para o financiamento de projetos culturais, com previsão de contemplar cerca de 90 iniciativas em diferentes linguagens artísticas.
A área de Música concentrou o maior número de inscrições em 2026, com 184 projetos, seguida por Multilinguagens (155), Audiovisual e Multimeios (121), Artes Cênicas (111) e Literatura e Publicações em Geral (86).
Também receberam projetos as áreas de Dança (41), Artes Visuais (43), Manifestações Populares (28), Formação (37), Fotografia (16), Biblioteca (18), Estudo e Pesquisa (22), Patrimônio Histórico e Cultural (10), Artesanato (16), Arquivo (6) e Museu (2).
Para a secretária municipal de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, o crescimento das inscrições confirma a importância do programa para o desenvolvimento da produção cultural da cidade. Segundo ela, fomentar a cultura é investir na cidade, nas pessoas e na capacidade de Campinas de produzir, preservar e democratizar o acesso à cultura. O crescimento de 25% nas inscrições do FICC, de acordo com ela, demonstra que existe uma produção cultural pulsante e uma grande demanda por políticas públicas que ofereçam condições para que artistas, produtores e agentes culturais desenvolvam seus projetos.
“Nosso compromisso é fortalecer cada vez mais os mecanismos de fomento, ampliar o acesso aos editais e garantir que os recursos públicos cheguem a diferentes linguagens, territórios e públicos. O FICC é uma política fundamental para que a cultura continue gerando oportunidades, movimentando a economia criativa e contribuindo para uma cidade mais diversa, democrática e culturalmente ativa”, destaca Alexandra.
Participações
Foram recebidas inscrições de pessoas físicas e jurídicas residentes ou sediadas em Campinas há pelo menos dois anos e com atuação comprovada na área cultural. Cada proponente teve a chance de inscrever até dois projetos, desde que em áreas diferentes, sendo possível a contemplação de apenas um deles. Os projetos selecionados deverão ser executados até junho de 2027, com possibilidade de prorrogação.
O edital também contou com o apoio de mediadores culturais para orientar os interessados durante o período de inscrições, ampliando o acesso ao processo de participação.
Cronograma
As próximas etapas do cronograma incluem a análise dos projetos entre agosto e setembro e a publicação do resultado em setembro de 2026.
Investimento
Criado pela Prefeitura de Campinas, o Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC) é uma das principais políticas públicas de incentivo à cultura do município, promovendo investimentos em projetos que fortalecem a produção artística, a diversidade cultural e o acesso da população às manifestações culturais.
Conforme a coordenadora Departamental de Gestão de Editais de Fomento, Sandra Peres, a edição de 2026 do FICC marca um momento histórico para a política cultural de Campinas. É a primeira realizada após a atualização da lei que regulamenta o Fundo de Investimentos Culturais, criada em 2005. Depois de duas décadas, a legislação passou por uma revisão ampla para torná-la mais acessível, menos burocrática e alinhada às diretrizes do Marco Regulatório do Fomento à Cultura, instituído pela Lei Federal nº 14.903, de 2024. Além disso, seus dispositivos foram reorganizados em conformidade com a Lei Municipal nº 15.999, de 2020, que trata do Conselho Municipal de Política Cultural.
“Essa atualização foi construída de forma democrática, a partir de debates realizados no Conselho Municipal de Política Cultural, ouvindo representantes dos diferentes segmentos da cultura. O resultado é uma legislação mais moderna e conectada às necessidades dos agentes culturais. Acreditamos que esse processo de modernização teve papel fundamental no crescimento do número de inscrições nesta edição”, disse Sandra.
A coordenadora lembrou ainda que, mais do que as mudanças na legislação, a Secretaria de Cutlura e Turismo estruturou uma ampla rede de atendimento aos proponentes durante todo o período de inscrições. “Foram disponibilizados suporte por e-mail, três grupos de WhatsApp com atendimento nos períodos da manhã, tarde e noite, além de pontos presenciais de orientação nesses mesmos horários. O objetivo foi garantir que todos tivessem acesso às informações necessárias para participar dos editais com segurança, transparência e igualdade de oportunidades”, explicou.








