A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sediará, nesta quarta e quinta-feira, dias 5 e 6 de agosto, o seminário “Os processos de migração internacional e indígena no Brasil: desafios para as políticas públicas”. O evento, que contará com o apoio da Prefeitura de Campinas por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, será realizado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM), no campus da Cidade Universitária.
O seminário promoverá o diálogo e a troca de saberes entre a universidade, os serviços públicos, os movimentos sociais e as comunidades migrantes internacionais e indígenas. O público prioritário reúne profissionais de Saúde, Assistência Social e Educação da Prefeitura, que estão na ponta do atendimento à população migrante da cidade, e as próprias comunidades migrantes de Campinas. Pesquisadores, estudantes e demais interessados também participarão.
A participação da Prefeitura ocorrerá por meio do Centro de Referência do Imigrante, Refugiado e Apátrida (Scrira), serviço vinculado ao Departamento de Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. O centro acolhe e acompanha pessoas que chegaram de outros países, incluindo refugiadas, aquelas que deixaram seu país por temor de perseguição, e apátridas, que não têm a nacionalidade reconhecida por nenhum Estado. O Scrira integra a organização do seminário ao lado do projeto Margens & Veredas, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unicamp, do Grupo de Trabalho Intersetorial sobre a Migração Internacional Indígena e Não Indígena de Campinas e da Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência das Nações Unidas dedicada ao tema.
“A presença de comunidades migrantes e indígenas em Campinas pede um poder público preparado para acolher com respeito às diferenças. O seminário fortalece exatamente quem está na ponta desse atendimento”, afirmou a secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Vandecleya Moro.
A programação começará às 8h30 nos dois dias. Na quarta-feira, no Auditório 5 da FCM, as mesas debaterão direitos humanos e migração e os territórios em movimento, com foco nas mobilidades migrante internacional e indígena. Na quinta-feira, no Salão Nobre, o debate se voltará ao povo indígena Warao, originário da Venezuela: a primeira mesa tratará da presença dos Warao no Brasil e a segunda, da comunidade Janoco Jido, formada por famílias Warao que vivem na região Noroeste de Campinas, com a participação de integrantes da própria comunidade. Nos dois dias, manifestações culturais encerrarão as atividades, às 17h.
O evento contou com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão federal de fomento à pós-graduação, por meio de programa de apoio à extensão universitária.








