A Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) da Secretaria de Saúde de Campinas realizou vacinação de gatos contra a raiva no Cemitério da Saudade, em Campinas, nesta segunda-feira, 3 de agosto. Além dos felinos do cemitério, também serão vacinados animais de moradores do entorno que estão com essa imunização pendente.
 
As ações integram um protocolo de prevenção iniciado na semana passada, após uma gata encontrada no cemitério ser diagnosticada com raiva. Ela chegou a ser resgatada e levada a uma clínica veterinária, mas morreu. Esse é o primeiro caso da doença em um gato desde 2016 na cidade.
 
A raiva é transmitida por mordidas de animais infectados, por arranhões ou pelo contato da saliva com mucosas ou feridas abertas. Portanto, o risco está restrito às pessoas que têm contato direto com esses animais. Trata-se de uma doença grave que pode ser transmitida aos seres humanos e levar à morte. 
 
As ações de vacinação ocorrem após um mapeamento prévio realizado na última sexta-feira e sábado, período em que as equipes realizaram uma campanha de orientação na vizinhança. Durante as visitas de casa em casa, os agentes identificaram o número de animais por residência e quais estavam com a vacina em atraso.
 
Os trabalhos de imunização devem ser concluídos nesta semana.
 
Estratégia de vacinação
 
Para os gatos que vivem dentro do cemitério, a estratégia de vacinação ocorre nos momentos em que eles são alimentados. Para viabilizar a ação, a equipe conta com o apoio das cuidadoras e protetoras que já atuam no local. Os felinos que ficam na parte externa, próximos às bancas de flores, também serão vacinados.
 
Para os moradores do entorno que não forem encontrados durante as visitas, a equipe deixará um aviso orientando que levem seus animais para vacinação no sábado.
 
A vacinação antirrábica gratuita segue disponível durante todo o ano na UVZ, por meio de agendamento, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone (19) 2515-7044.
 
Sobre a variante do vírus
 
A UVZ esclarece que o caso registrado no cemitério é da variante do morcego, que causa a chamada raiva paralítica. Diferentemente da forma furiosa da doença, cujo vírus não circula mais na região, a raiva paralítica faz com que o animal fique prostrado, quieto e apresente sintomas neurológicos, o que reduz significativamente a probabilidade de acidentes e agressões.
 
O monitoramento de morcegos é realizado de forma contínua ao longo do ano. São recolhidos morcegos encontrados em situações atípicas e enviados para análise em São Paulo. Neste ano, foram identificados quatro morcegos positivos.
 
Próximas etapas
 
Após a conclusão do bloqueio vacinal, estão programadas novas etapas de prevenção e educação:
 
– Orientação aos frequentadores: está prevista uma ação educativa voltada aos visitantes do cemitério, alertando para que evitem tocar, brincar ou interagir com os gatos do local;
– Palestra para funcionários: em data a ser definida, será realizada uma palestra para os funcionários da Setec, orientando-os sobre os riscos do contato físico diário com esses animais e as formas de prevenção.