124 blitze no semestre: licenciamento, escapamentos e recusas ao bafômetro lideraram
O combate aos comportamentos de risco no trânsito alcançou, no primeiro semestre deste ano, 124 operações de fiscalização integradas e mais de 4,5 mil irregularidades identificadas. O esforço integrado de dissuasão envolve a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), na promoção de 75 blitze conjuntas com a Polícia Militar (PM) e outras 49 com a Guarda Municipal (GM).
O licenciamento vencido, os escapamentos ‘barulhentos’ ou adulterados e as recusas aos testes com bafômetros respondem por mais de 32% dos comportamentos de risco identificados durante as blitze realizadas no semestre.
Confira as dez infrações mais cometidas pelos condutores abordados nas blitze:
1º) Licenciamento irregular: 582 – 12,79%.
2º) Escapamento defeituoso, ineficiente, inoperante, sem silenciador: 492 – 10,81%.
3º) Recusar testes de alcoolemia: 401 infrações – 8,81%.
4º) Pneu liso/“careca” (mau estado de conservação): 325 – 7,14%.
5º) Sistema de iluminação alterado: 323 – 7,10%.
6º) Condutor sem cinto de segurança: 254 – 5,58%.
7º) Condutor sem habilitação: 242 – 5,32%.
8º) Conduzir veículo sem equipamento obrigatório: 183 – 4,02%.
9º) Placa em desacordo com as normas Contran: 160 – 3,52%.
10º) Placa sem legibilidade: 142 – 3,12%.
“Os comportamentos que geram as abordagens nas blitze são, em sua maioria, os mesmos que aparecem como responsáveis pelos sinistros e mortes no trânsito. Infrações que envolvem documentação, más condições do veículo ou ausência de equipamento de segurança geralmente são indícios de que o condutor desrespeita regras básicas de circulação e pratica direção perigosa”, explica o coordenador de Fiscalização e Operação de Trânsito, Marcelo Carpenter.
Neste primeiro semestre, foram cerca de 7,8 mil veículos fiscalizados, 867 deles retirados das ruas e removidos ao Pátio, em situações que comprometem a segurança do condutor e demais usuários das vias. No último mês de junho, 18 blitze integradas identificaram 755 condutas de risco e 596 testes com bafômetros passivos foram realizados.
Álcool na direção mata: mais de 13 mil testes com bafômetros
A estratégia que utiliza a fiscalização para combater os efeitos do álcool no trânsito alcançou, no semestre, 13,1 mil testes com bafômetros passivos, realizados em 18 Operações pela Vida e em outras blitze integradas que contaram com a medição de alcoolemia. Foram testados 9,3 mil condutores de automóveis e 3,8 mil motociclistas. Foram 11 autuações por direção sob influência de álcool e 401 recusas ao teste.
Motocicletas: 55% das infrações e 62% das remoções ao Pátio
O alerta em relação à segurança dos motociclistas permanece. O segmento concentra a maior parte das situações de risco fiscalizadas nas blitze. Das 4,5 mil autuações, quase 55% foram aplicadas a motocicletas – 2.493. Outras 1.980 (43,5%) foram aplicadas a condutores de automóveis. Dos 867 veículos removidos ao Pátio, 537 eram motocicletas – quase 62% do total.
São irregularidades recorrentes entre os motociclistas abordados nas operações o escapamento ‘barulhento’, desgaste dos pneus, falta de habilitação e de equipamentos obrigatórios, além das placas adulteradas ou sem legibilidade.
Os motociclistas seguem como os que mais morreram no trânsito neste ano. Até maio, entre as 15 vidas perdidas em vias urbanas, 67% eram motociclistas ou garupas – 10 mortes no total.
Os casos fatais que já tiveram as causas comprovadas neste ano sinalizam a relação entre as infrações observadas nas blitze e as vidas perdidas no trânsito. Entre os fatores de risco responsáveis pelos óbitos estão a falta de habilitação, de capacete, o uso de álcool, a velocidade e a direção perigosa.
