Quando uma emergência acontece, cada minuto pode fazer a diferença. Para garantir que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) consiga prestar socorro da forma mais rápida possível, a Rede Mário Gatti disponibilizou orientações para os usuários em uma das videoaulas referentes à Lei Lucas. O conteúdo está disponível no link https://www.youtube.com/watch?v=uWGjSNrXExs&t=32s .
Segundo o enfermeiro emergencista José Luiz Santana de Queiroz, instrutor da Rede Mário Gatti, entre medidas essenciais está informar corretamente os dados da ocorrência e permitir que a ambulância chegue ao local sem dificuldades.
Manter a calma e a linha telefônica livre
A primeira orientação de Queiroz é manter a calma durante a ligação. Ao acionar o Samu pelo número 192, o atendimento inicial é realizado por um técnico auxiliar de regulação médica (Tarm), responsável por registrar informações essenciais sobre a ocorrência.
“Ele vai perguntar quem é você, quem está precisando de atendimento e, principalmente, qual é a sua localização. Nesse momento, mantenha a calma, você precisa passar com clareza qual é o local que você está, porque afinal de contas, se precisar de uma ambulância, ela precisa chegar em tempo hábil”, explica o emergencista.
Outra dica importante é deixar o telefone disponível após o chamado. Em alguns casos, a equipe do Samu pode precisar retornar a ligação para esclarecer informações, atualizar orientações ou obter detalhes sobre a localização.
Avisar quem controla o acesso
Também é recomendado avisar previamente porteiros, recepcionistas ou responsáveis pelo controle de acesso em condomínios, empresas, escolas e outros estabelecimentos.
“Imagine a seguinte situação: você está em uma sala de aula e precisa acionar o Samu, mas não avisou a portaria. Quando a equipe chega à escola, precisa informar ao porteiro que foi chamada. Só então ele entra para identificar onde está a emergência e orientar os socorristas. Esses minutos fazem toda a diferença no atendimento. Por isso, sempre avise a portaria quando acionar o Samu”, orienta o instrutor.
Avisar atualizações sobre a vítima
O enfermeiro ressalta, ainda, que qualquer mudança no estado de saúde da pessoa atendida deve ser comunicada imediatamente ao Samu.
“Vamos imaginar uma criança com febre em uma escola e o responsável aciona o Samu porque o responsável ainda não chegou. Enquanto a equipe está a caminho, a criança começa a convulsionar. O quadro mudou e ficou mais grave, então, neste caso, é fundamental ligar novamente para o Samu e informar a mudança”, comentou.
O mesmo vale para o caso do familiar chegar ao local e optar por levar a criança por conta própria. “Também é importante avisar para que a equipe possa cancelar o atendimento e ficar disponível para outra ocorrência. Essas atualizações ajudam o Samu a prestar um atendimento mais eficiente à população”, exemplifica Queiroz.
Prejuízo dos trotes
O especialista também faz um alerta sobre os prejuízos causados pelos trotes. Além de mobilizar equipes desnecessariamente, as chamadas falsas podem comprometer o atendimento de pessoas que realmente precisam de socorro urgente.
Como funciona o atendimento
Após o registro inicial das informações, o caso é encaminhado ao médico regulador, profissional responsável por avaliar a gravidade da situação, orientar os primeiros cuidados e definir qual tipo de atendimento deve ser enviado.
Na sequência, entra em ação o rádio-operador, que coordena a logística do sistema e identifica qual ambulância está mais próxima e adequada para atender a ocorrência.
Estrutura em Campinas
Campinas conta atualmente com 12 ambulâncias de suporte básico, cada uma equipada com condutor socorrista e profissional de enfermagem, além de três unidades de suporte avançado, conhecidas como UTIs móveis, que operam com médico, enfermeiro e condutor socorrista.
Para agilizar os deslocamentos, o serviço possui bases descentralizadas nas regiões Central, Padre Anchieta, Ouro Verde e Campo Grande.
Dicas para agilizar o atendimento pelo Samu
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Mantenha a calma durante a ligação;
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Informe o endereço completo e pontos de referência;
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Responda com clareza às perguntas do atendente;
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Deixe o telefone disponível para retorno da equipe;
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Avise porteiros ou responsáveis pelo acesso ao local;
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Comunique imediatamente qualquer mudança no estado da vítima;
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Informe caso a ambulância não seja mais necessária;
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Nunca faça trotes para o serviço de emergência.
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Seguir essas orientações ajuda o Samu a atuar com mais eficiência e aumenta as chances de atendimento rápido para quem precisa de socorro.








