As doações de sangue destinadas ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, beneficiam uma média de 516 pacientes por mês. No ano passado, foram doadas 16.330 bolsas e 6.196 pacientes receberam transfusões.
O “caminho do sangue” desde o doador até a pessoa que vai recebê-lo envolve diferentes etapas. Inicialmente, a pessoa saudável procura um posto de doação, passa por uma triagem e tem uma bolsa de sangue coletada. O Posto de Coleta do Mário Gatti, por meio de convênio com o Hemocentro/Unicamp, está localizado no Centro de Referência de Diagnóstico em Oncologia (CDO), na Avenida das Amoreiras.
Após a coleta, o sangue é levado ao Hemocentro, onde passa por um processo chamado fracionamento, em que ocorre a separação dos hemocomponentes sanguíneos. Com esse fracionamento, até quatro pacientes podem ser beneficiados por uma bolsa de sangue.
“O sangue doado é fracionado e gera os hemocomponentes: concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma e crioprecipitado. Por isso, até quatro pacientes podem se beneficiar de uma única unidade de sangue total doado. Isso possibilita que o paciente receba somente o componente de que necessita, de acordo com o quadro clínico e a situação específica”, explica a hematologista e hemoterapeuta Solange Costa, da Agência Transfusional do Hospital Mário Gatti.
Após o fracionamento, as bolsas passam por processos de conservação e seguem para a Agência Transfusional do Hospital, onde são armazenadas até serem transfundidas para pacientes que necessitem.
Solange explica que os setores que mais utilizam o sangue doado são o Pronto-Socorro, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Centro Cirúrgico.
Junho Vermelho
Neste mês, ocorre a campanha Junho Vermelho para sensibilizar a população sobre a importância da doação de sangue. Além disso, o dia 14 de junho é o Dia Mundial do Doador de Sangue. Solange destaca a importância da doação neste período:
“Durante os meses mais frios ocorre uma queda no número de doações, mas não há diminuição da necessidade de transfusões. Acidentes, traumas e cirurgias continuam acontecendo e necessitamos de doações. Então, é muito importante a sensibilização da população para que continue a doar sangue no inverno”, explica.

