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Serviço de abordagem social da Prefeitura alcança quase três mil ações nas ruas em 2026

Agnelo familia by Agnelo familia
abril 28, 2026
in Noticias
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Na quinta-feira, 23 de abril, seis pessoas se reuniram no Largo do Pará. Havia café, suco, pipoca e bolo. Houve também uma roda de conversa sobre a rede de atenção à população em situação de rua, atividade com macramê (técnica milenar de tecelagem manual que utiliza apenas nós e entrelaçamento de fios, sem agulhas ou máquinas) e música. Ao final, um dos participantes fez um pedido direto: queria saber se havia vaga em algum abrigo. O encaminhamento foi feito para o Centro de Referência Especializado para População em 
Situação de Rua (Centro POP Sares I).
 
Esse é um exemplo da atuação do Grupo Operativo do serviço de abordagem social da região Central de Campinas, um encontro semanal que combina acolhimento, escuta e acesso a direitos. A cena do Largo do Pará está no meio de uma semana que, apesar do feriado de terça-feira, dia 21, registrou 145 abordagens no território, em diferentes regiões da cidade, e 28 atendimentos na sede do Serviço, totalizando 173 registros.
 
Com esses números, o Serviço de Abordagem Social de Pessoas em Situação de Rua chegou a 2.953 registros acumulados em 2026, a menos de 50 da marca de três mil.
 
Presença em todas as regiões
 
A semana de 20 a 24 de abril teve atuação em todas as sete regiões onde o serviço opera. Na Central, maior polo de demanda, as equipes registraram 79 abordagens. Entre as ações, encaminhamentos para cartórios em cidades como Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e Campo Limpo Paulista, em São Paulo, onde certidões e registros civis de usuários ainda estão arquivados. Houve também fornecimento de vale-transporte, contatos com o Serviço de Acolhimento Municipal Integrado de Migrantes (Samim) e articulações com o Consultório na Rua.
 
Na região Sul, foram 16 abordagens, 12 articulações e quatro buscas ativas, com encaminhamentos para a Defensoria Pública do Estado (DPE), cartório de registro civil e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No Entorno do Centro, 14 abordagens e mais um Grupo Operativo, com 14 atendimentos e quatro agendamentos para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).
 
Na Noroeste, 19 abordagens em bairros como Jardim Londres e Vila Castelo Branco, com encaminhamentos para cartório civil, Cadastro Único e centro de saúde. Na Leste, nove abordagens e um encaminhamento à Central de Atenção à Pessoa Egressa e Família (CAEF). 
 
Na Norte, três abordagens e discussões de caso com o Consultório na Rua que chegaram a Limeira. Na Sudoeste, cinco abordagens e cinco buscas ativas, com retirada de certidões pelo Centro de Integração da Cidadania (CIC) e articulações com a Defensoria Pública e com o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) Sudoeste.
 
O que sustenta o acumulado
 
Quase três mil registros em pouco mais de quatro meses indicam um serviço que não interrompe a atuação mesmo em semanas com feriados ou menor volume de demanda. O levantamento mostra que o ritmo se manteve constante nas regiões e nos diferentes tipos de ação.
 
A documentação civil segue como um dos eixos centrais de 2026. Sem Registro Geral (RG), Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou certidão de nascimento, o acesso ao Cadastro Único, a benefícios sociais e a serviços públicos fica bloqueado. As equipes atuam nesse ponto por meio de agendamentos, acompanhamentos e articulações com cartórios, com o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) e com o Centro de Integração da Cidadania (CIC).
 
Na área da saúde, o serviço articula com o Consultório na Rua, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e hospitais. Na assistência social, os encaminhamentos alcançam o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), o Centro POP Sares II e o Samim. A rede de proteção inclui ainda contatos com a Defensoria Pública, o INSS e a Central de Atenção à Pessoa Egressa e Família (CAEF).
 
“Os números mostram a presença permanente das nossas equipes nos territórios e a importância de uma atuação integrada. Cada abordagem representa uma oportunidade de escuta, orientação e encaminhamento para a rede de proteção, respeitando a trajetória de cada pessoa”, afirmou Vandecleya Moro, secretária de Desenvolvimento e Assistência Social.
 
 

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