Defesa Civil propõe expansão de indicadores para fortalecer resiliência metropolitana de Campinas
O Centro de Resiliência a Desastres de Campinas (CRDC), coordenado pela Defesa Civil de Campinas, promoveu nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, uma reunião técnica com diretores da Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp) para apresentar a necessidade de inserir novos indicadores no Scorecard da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O encontro, realizado na Sala de Resiliência do Paço Municipal, contou também com representantes da Secretaria Municipal de Saúde e das diretorias técnica, de planejamento e de gestão da Agemcamp.
A proposta visa incorporar ao Scorecard regional — autoavaliação que mede a resiliência frente a desastres — novos indicadores municipais, além dos programas estaduais e federais, como o Programa Município Resiliente, do Governo de São Paulo, além do Indicador de Capacidade Municipal (ICM) e do Índice de Risco Qualitativo (IRQ), ambos do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.
Entre os novos itens avaliados estão a participação em simulados da Força-Tarefa da Defesa Civil da RMC, o treinamento de agentes para operação de drones em emergências, a presença de radioamadores integrados à REER (Rede Estadual de Emergência de Radioamadores), o uso de sistemas de monitoramento por satélite para queimadas, a setorização de áreas de risco geológico e a entrega de projetos de Centros de Operações de Emergências (COE).
“A inclusão desses indicadores representa um avanço estratégico não apenas para o Scorecard Metropolitano, mas para que cada cidade da RMC possa aprimorar sua capacidade de resposta de forma integrada”, destacou o coordenador regional e diretora da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, que também coordena o CRDC e a Câmara Temática de Defesa Civil da RMC e CRDC.
Alinhamento com indicadores nacionais
Durante a reunião, foram detalhados os dois principais índices federais que passarão a compor a avaliação:
Indicador de Capacidade Municipal (ICM): mede a capacidade de gestão de riscos e desastres dos municípios, considerando seu perfil de risco (prioritário ou não) e porte populacional. É o principal instrumento de monitoramento do Programa 2318 – Gestão de Riscos e Desastres do PPA 2024-2027.
Índice de Risco Qualitativo (IRQ): avalia a exposição histórica dos municípios a 11 tipos de desastres, como inundações, movimentos de massa e vendavais, oferecendo uma base concreta para o planejamento preventivo.
“Essa integração permitirá um diagnóstico mais preciso e alinhado às políticas nacionais, facilitando o acesso a recursos, o direcionamento de ações e a priorização de investimentos em redução de riscos”, destacou Furtado.