Machismo e violência contra a mulher foram temas neste Mês da Mulher em Campinas

O “Circuito Reflexivo: Mulheres em Evidência”, promovido pela Secretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas de Campinas, em parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres, entre os dias 9 e 26 de março, chegou ao fim com a aprovação dos participantes. O evento, que fez parte da programação do Mês da Mulher, debateu, em cinco estações, temas como machismo, sororidade, saúde emocional, relações étnico-raciais e violência contra a mulher.

Encontros

“Foram cinco encontros com temas atuais e com o objetivo de promover diálogo sobre equidade de gênero, diferentes faces da violência contra a mulher, a necessidade de estarmos juntas na luta contra essa violência e, como não podia faltar, sobre saúde emocional e a sobrecarga que nós vivemos no dia a dia”, disse a secretária de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Eliane Jocelaine Pereira.

Leveza e empatia

Quem participou aprovou. “As palestrantes foram magníficas, muito capacitadas e abordaram os temas com leveza e empatia. Saio desse circuito com o desejo que tenha mais e de forma descentralizada, para que mais servidoras e servidores possam ter acesso e participar”, disse Lourdes Gonçalves S. Serraglio.

Rosalva Coelho foi atraída pelos temas abordados durante o circuito. “Cada temática fala de um assunto que faz parte do nosso dia a dia, em todas as esferas da mulher, como trabalho, casa e família”, disse.

“Os temas e as palestrantes foram ótimos, cada um com a sua vivência, com a sua experiência, cativou o público”, disse “Gostei muito do circuito e espero que esse circuito possa acontecer mais vezes e que mais mulheres possam estar juntas para debater esse assunto que é tão importante, a nossa sobrevivência dentro dessa sociedade”, completou Rosalva.

Saúde mental

Para Elaine Oliveira, entre os temas abordados, saúde mental se destacou. “Foi a abertura de mais uma porta para podermos discutir sobre esse assunto que está em evidência e que muitas pessoas ainda não entendem”, disse.

“Muitas vezes ninguém enxerga essa mulher que às vezes está cansada, com estafa, que tem que trabalhar, cuidar dos filhos, estudar”, disse. “Para mim, o evento foi de extrema importância”, completou Elaine.
 

Participação masculina
 

Gabriel Baptista conta que aproveitou bastante todas as palestras do circuito que participou. “Gostei muito de conhecer mais sobre a rede de proteção às mulheres vítimas de violência em Campinas, além da oportunidade de desenvolver reflexões sobre o machismo que permeia toda a sociedade e qual a responsabilidade de nós, homens, em construir uma realidade mais justa e igualitária”, contou.

Baptista sentiu pela baixa adesão dos homens no evento. “Foi uma pena a baixa adesão dos servidores homens, talvez se participassem mais de momentos assim, entendessem que esse tema não diz respeito apenas às mulheres e que essa estrutura machista, que em tese nos beneficia, cobra um preço alto de toda a sociedade”, completou.

Estações

O circuito aconteceu entre 9 e 26 de março. Os temas foram debatidos em cinco estações:

1ª Estação – Sororidade – Empatia, Resistência e TransformAÇÃO  
2ª Estação – As múltiplas faces da violência contra a mulher: caminhos de proteção e redes de apoio  
3ª Estação – Mulheres Negras – Redesenhando o Estado  
4ª Estação – Machismo estrutural: como ele se manifesta nas instituições sociais  
5ª Estação – Saúde Emocional: diálogos sobre emoções e autocuidado  

 

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