Programa Mulheres Empreendedoras conta com lojas colaborativas em três shoppings de Campinas
March 30, 2026
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O programa Feira de Mulheres Empreendedoras existe desde 2022 e está completando quatro anos de existência neste mês de março. De acordo com o balanço de 2025, a iniciativa movimentou, ao longo do ano, o valor total de R$ 573.040 em vendas.
“O programa é uma política pública fundamental para Campinas, já que, por meio dele, muitas mulheres alcançaram uma fonte de renda ou um complemento dos seus rendimentos. Em alguns casos, a mulher conseguiu sair da situação de violência doméstica por ter uma fonte de renda. Por isso, é tão importante que a sociedade apoie a iniciativa”, afirmou a secretária de Políticas para as Mulheres, Alessandra Herrmann.
Modalidades do programa
Feira mãe: evento que acontece três vezes por ano e reúne mais de cem empreendedoras participantes do programa; movimentou R$ 100.500 em vendas em 2025;
Feiras descentralizadas: são as feiras que acontecem todos os fins de semana e algumas noites de sexta-feira por toda a cidade. O valor gerado por elas foi de R$226.425;
Feiras corporativas: empresas participantes do programa Selo ‘Empresa Amiga da Mulher’ abrem seus espaços para que as empreendedoras comercializem seus produto; gerou a receita de R$62.870 em vendas;
Eventos: as mulheres empreendedoras conseguem espaço em eventos de grande porte para comercializar seus produtos; já foram responsáveis pelo resultado de R$50.480;
Lojas colaborativas: são espaços físicos instalados em três shoppings da cidade. O ambiente é compartilhado por várias empreendedoras; as três lojas juntas movimentaram R$132.765.
Outro ponto primordial do programa são os cursos de formação: as participantes podem se qualificar com cursos voltados para atendimento, fluxo de caixa, aula de autoconhecimento, dentre outros.
Onde ficam e como funcionam as lojas colaborativas?
As lojas colaborativas são espaços físicos que fazem parte do programa Feira de Mulheres Empreendedoras. Estão localizadas em três shoppings da cidade: Parque Dom Pedro – Empodera Ela, Shopping Prado Boulevard – Mulheres que Inspiram e Unimart Shopping Campinas – UniElas. A dinâmica de funcionamento é rotativa e este formato faz com que o consumidor sempre encontre algo novo e exclusivo nas unidades.
As lojas colaborativas vendem os mesmos produtos que são oferecidos nas Feiras de Mulheres Empreendedoras: artesanato, cosméticos, roupas, papelaria, semi-jóias, doces gourmet, só não vendem produtos de gastronomia feitos na hora.
Por que eu deveria comprar em lojas colaborativas?
Segundo Cíntia Floriano Ponte e Claudiana Burguer, participantes do Programa Feira de Mulheres Empreendedoras, comprar produtos artesanais tem muitas vantagens, como levar para casa um produto exclusivo, personalizado, e incentivar o trabalho das empreendedoras.
“Comprando nas lojas colaborativas, o cliente encontra diversidade de produtos em uma única loja; os produtos podem ser únicos, pois o consumidor pode encomendar a peça nos moldes que ele deseja”, afirmou Cíntia.
Claudiana acrescentou: “Aqui você não compra só um produto, você apoia uma mulher empreendedora. Cada peça é única e tem uma história, um sonho de quem decidiu empreender”, comentou.
Como essas lojas são mantidas?
Segundo Grazielle Coutinho, secretária adjunta da Secretaria de Políticas para as Mulheres e criadora da iniciativa, os espaços são cedidos pelos shoppings, que entendem o caráter social do programa.
“Os shoppings compreendem o impacto social do projeto e cedem os espaços sem custo de aluguel. A feira vai além da venda: ela fortalece mulheres, gera renda e promove inclusão”, afirmou.
Onde ficam as lojas colaborativas?
Parque Dom Pedro
Av. Guilherme Campos, 500 – Jardim Santa Genebra, Campinas
Prado Boulevard
Av. Washington Luiz, 2.480 – Parque Prado, Campinas
Unimart Shopping Campinas
Av. Império do Sol Nascente, 350 – Chácara da República- Campinas
Sobre o Programa
Criado em março de 2022, o Programa Feira de Mulheres Empreendedoras tornou-se política pública municipal por meio da Lei nº 16.506/2023 e tem a função social de produzir fonte de renda e capacitação para as mulheres, muitas delas em situação de vulnerabilidade econômica, e criar saídas para vítimas de violência doméstica de gênero.