Campinas supera meta e atende mais de 44% dos bebês SUS na primeira semana de vida

Campinas encerrou o último ano com 44,14% dos recém-nascidos do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos na primeira semana de vida — índice que supera a meta municipal estabelecida para o período, fixada em 40%.
 
No total, 2.905 bebês foram acompanhados pelos Centros de Saúde (CSs) nos primeiros sete dias de vida, de um universo de 6.581 nascidos vivos pelo SUS ao longo do ano.
 
Importância
 
A meta faz parte da linha do cuidado materno infantil e garante que mães e recém-nascidos sejam acolhidos logo após a alta hospitalar — janela considerada crítica para a identificação precoce de riscos, apoio à amamentação e acompanhamento do estado de saúde da puérpera.
 
“O período logo após o nascimento é um dos mais delicados para a mãe e o bebê. A equipe de saúde presente apoia na amamentação, identifica sinais de alerta e dá à família a segurança de que não está sozinha nessa fase”, afirma Maria Fernanda Castanheira Nunes, enfermeira da área da Criança e Adolescente da Secretaria de Saúde de Campinas.
 
Estratégias
 
Para chegar ao índice de 44,14% dos recém-nascidos do (SUS) atendidos na primeira semana de vida, os agentes comunitários de saúde tiveram papel central, realizando visitas domiciliares programadas logo nos primeiros dias de vida.
 
O resultado foi  alcançado graças à adoção, pelas equipes de saúde, de um conjunto de estratégias práticas. Entre elas, a reserva de vagas na agenda para atendimento de mães no puerpério e recém-nascidos, o monitoramento contínuo de gestantes e nascidos vivos por área de abrangência, e a articulação com as maternidades para recebimento de relatórios de alta.
 
A Saúde também ampliou o uso da teleconsulta como alternativa para famílias com dificuldade de acesso presencial à unidade, seja por barreiras de transporte, condições financeiras ou dinâmica familiar.
 
“Queremos que todas as mães saiam da maternidade sabendo que tem uma equipe esperando por ela e o bebê na unidade de saúde do seu bairro. Esse vínculo faz toda a diferença para o cuidado de ambos”, destaca Maria Fernanda.
 
O monitoramento dos dados é feito de forma contínua pela equipe central do Departamento de Saúde. Os resultados são discutidos em reuniões de equipe, com responsabilização por microárea, e apresentados aos distritos de saúde como base para avaliação e aprimoramento dos processos de trabalho.