Pessoas atendidas em três serviços de acolhimento da Prefeitura de Campinas participaram, em outubro, de rodas de conversa sobre a boa nutrição, com base nas cores dos alimentos. A iniciativa “Cores que alimentam” reuniu 16 participantes e mostrou que um prato colorido, com frutas, verduras e legumes variados ao longo do dia e da semana, ajuda a montar uma alimentação equilibrada.
O Setor de Nutrição e Educação Alimentar e Nutricional do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, promoveu as rodas. A nutricionista Natalya de Souza Borges conduziu os encontros.
As atividades ocorreram na Residência Inclusiva Renascer, onde vivem jovens e adultos com deficiência; no Centro Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente (CMPCA), que acolhe crianças e adolescentes; e no Serviço de Atenção e Resgate à Mulher (Sara-M), abrigo de endereço sigiloso para mulheres em situação de violência doméstica e seus filhos.
“No acolhimento, a refeição faz parte do cuidado. Quando as pessoas entendem por que vale variar o prato, elas participam mais das escolhas do dia a dia e levam esse hábito para a vida depois que saem do serviço. É uma conversa simples, que respeita o gosto, a cultura e as necessidades de cada um”, afirmou a secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Vandecleya Moro.
Vermelho, amarelo, laranja, verde, branco, roxo e marrom são algumas das cores encontradas em frutas, verduras, legumes, cereais e leguminosas, grupo do feijão, da lentilha e do grão-de-bico. Nas rodas, os participantes conversaram sobre como essa variedade deixa as refeições mais atrativas e mais nutritivas.
Segundo o setor, cada alimento fornece nutrientes diferentes, como vitaminas, minerais, fibras, proteínas e carboidratos, essenciais para o crescimento, a manutenção da saúde e o bom funcionamento do organismo. As cores de frutas, verduras e legumes vêm, em parte, de pigmentos naturais e de compostos que podem trazer benefícios à saúde. Por isso, quanto mais variado o prato, maior a oferta de nutrientes.
Nenhuma cor, sozinha, garante uma alimentação completa, e não é preciso reunir todas numa única refeição. A orientação do setor é variar ao longo do dia e da semana e dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados. São aqueles que chegam à mesa como saem da natureza ou que passam apenas por limpeza, corte, secagem ou congelamento, como frutas, legumes, arroz, feijão e ovos. A escolha deve respeitar a cultura alimentar, os alimentos disponíveis e as necessidades de cada pessoa.
As ações de Educação Alimentar e Nutricional, que orientam a população a fazer escolhas alimentares saudáveis, integram a Política de Segurança Alimentar e Nutricional. Essa política existe para garantir o acesso regular a comida suficiente e de qualidade. Em Campinas, esse trabalho é feito por equipes intersetoriais e multiprofissionais, formadas por profissionais de diferentes áreas e órgãos. A proposta, segundo o setor, é estimular pequenas mudanças no dia a dia que ajudem a construir hábitos alimentares mais saudáveis entre crianças, adolescentes e adultos.
