A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira, 1º de outubro, o 40º Alerta Arboviroses Campinas em 2026. O documento elenca 32 bairros que apresentaram maior risco para dengue na última semana.
O município não registrou óbitos pela doença neste ano. Entre 1º de janeiro e a última segunda-feira, 28 de setembro, foram confirmados 4.053 casos.
A seguir, confira quais foram as áreas com alto risco de transmissão, segundo o 40º Alerta Arboviroses:
Leste: Vila Itapura, Vila 31 de Março, Vila Lafayette Álvaro, Parque Brasília, Jardim Flamboyant, Vila Nogueira;
Noroeste: Vila Padre Manoel de Nóbrega, Jardim Garcia, Conjunto Residencial Parque São Bento e Conjunto Habitacional Parque da Floresta, Cidade Satélite Íris I;
Norte: Bonfim, Botafogo, Vila Proost de Souza, Jardim Chapadão;
Sudoeste: Loteamento Residencial Porto Seguro, Conjunto Habitacional Vida Nova, Núcleo Residencial Vila Vitória, DIC V e DIC VI, Jardim Melina, Jardim Aeronave de Viracopos;
Sul: Jardim Puccamp, Jardim Columbia, Jardim San Diego, Parque das Camélias, Jardim Mercedes, Vila Abaeté;
Suleste: Parque Jambeiro, Jardim Santa Judith, Jardim Leonor, Ponte Preta.
O objetivo do alerta é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em casa, orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e reforçar a comunicação com moradores das áreas, que passam a receber mais ações para eliminar criadouros. As orientações valem para toda cidade, incluindo bairros listados na semana anterior e que não aparecem nesta edição.
A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material, entre eles incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforçar trabalhos por causa de imóveis sem acesso, densidade populacional, e a comunicação sobre ações dos agentes. O alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no material.
Ações
Entre o primeiro dia de 2026 e 23 de setembro, foram realizadas 1.270.445 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas. Também integrou a ação a nebulização costal em 53.382 logradouros.
Visitas domiciliares de profissionais de saúde à população são fundamentais para qualificar a assistência. Na rede municipal de Campinas, as visitas são feitas pelos agentes comunitários de saúde, de controle ambiental e por funcionários de uma empresa contratada para prevenção e combate às arboviroses, como a dengue.
Saiba identificá-los: https://www.campinas.sp.gov.br/noticias/uniformes-crachas-e-telefones-saiba-identificar-agentes-da-saude-nas-visitas-domiciliares-145517.
Controle depende de atuação coletiva
Toda a equipe da Prefeitura de Campinas envolvida com a prevenção e combate às arboviroses, incluindo a dengue, reitera que a luta contra as doenças exige uma contrapartida de toda a sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da moléstia, mas reforça que cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa.
Para acabar com a proliferação do mosquito, é preciso evitar acúmulo de água, latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado, ou limpo com bucha, água e sabão a cada sete dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.
