As iniciativas campineiras para controle da velocidade e redução dos comportamentos de risco foram compartilhadas pelo prefeito de Campinas, Dário Saadi, no encontro “Gestão de Velocidade: caminhos para uma mobilidade mais segura”, promovido pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), em Brasília, nesta quinta-feira, 24 de setembro. Dário é presidente da Comissão Permanente de Saúde da FNP e lidera a Coalizão de Cidades pela Redução de Mortes e Lesões no Trânsito.
Promovido pela União de Ciclistas do Brasil (UCB) e pelo WRI Brasil, com apoio da FNP, o encontro lançou o Guia de Gestão de Velocidades, que indica limites de velocidade em áreas urbanas de até 50 km/h, alinhado aos limites indicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A publicação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) contou com apoio técnico da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global (BIGRS) e do WRI.
Controle de velocidade adotado em Campinas foi destacado
Entre os pontos destacados pelo prefeito de Campinas estava a estratégia de controle de velocidade e proteção aos pedestres adotada em pontos críticos para sinistros. Dário destacou que, a partir de um trabalho de conscientização da população e da imprensa, foi possível ampliar o número de pontos de radares – de 144 em 2022 para 154 em 2026. São 10 novos pontos de fiscalização da velocidade, avanço semafórico e parada sobre a faixa.
Também enfatizou que a minoria dos motoristas insiste no comportamento de risco: até agosto deste ano, entre 628,3 milhões de passagens de veículos pelos radares, foram geradas 375,6 mil multas eletrônicas – 0,06% dos motoristas cometerem infrações.
“Para combater as mortes causadas pela imprudência, a fiscalização ou as intervenções viárias isoladas não resolvem. Os resultados começam a aparecer, como é o caso de Campinas, quando essas frentes são implementadas de forma integrada, incluindo a comunicação efetiva sobre os riscos dos comportamentos, uma estratégia que desconstrói a ‘indústria da multa’. Estudos recentes mostram que o índice de quem comete as infrações é mínimo, menos de 1% dos condutores que passam pelos radares são multados”, disse Dário Saadi durante sua apresentação.
Estudo recente realizado pela Emdec atesta que 32 pontos que receberam novos radares ou remanejamentos apresentaram queda de quase 78% nos sinistros fatais: de nove para dois sinistros fatais. As operações integradas de fiscalização, como reforço ao combate das condutas de risco, também foram apresentadas: foram 156 blitze até agosto deste ano, 5,7 mil infrações identificadas e 15,4 mil testes com bafômetros. Em outra frente, sete novas câmeras de fiscalização remota foram instaladas em pontos críticos.
Apesar dos índices, os condutores que insistem na conduta de risco foram responsáveis por 53 sinistros fatais causados pela velocidade e outros 19 pelo álcool associado à velocidade. Neste ano, até agosto, foram quatro óbitos por velocidade.
