No trânsito de uma cidade, cada orientação, cada atendimento e cada intervenção podem fazer a diferença. Diariamente, os agentes da mobilidade urbana da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) estão nas ruas para contribuir com a segurança viária, organizar a circulação e cumprir a missão de salvar vidas no trânsito.
Mais do que atuar diante de ocorrências e situações do cotidiano, esses profissionais acompanham de perto a dinâmica da mobilidade urbana em Campinas e ajudam a tornar os deslocamentos mais seguros e organizados. É uma atividade que exige atenção, responsabilidade, conhecimento técnico e, principalmente, contato constante com as pessoas.
Neste Dia do Agente da Mobilidade Urbana, celebrado em 23 de setembro, a Emdec dá voz a profissionais que vivenciam essa rotina diariamente. Em relatos pessoais, eles contam o que significa ser agente, relembram experiências marcantes e compartilham os desafios e aprendizados de uma profissão que está diretamente ligada à proteção da vida.
O Gerente de Fiscalização e Operação de Trânsito, Fábio da Matta, que acompanha as diferentes frentes de atuação dos profissionais, destaca que “o agente que atua em terminais tem uma visão muito próxima do usuário e da operação do transporte; o agente de campo acompanha o que acontece diretamente nas ruas; e a Central trabalha com as informações que chegam dessas equipes e de outros canais de monitoramento. São atuações diferentes, mas que precisam funcionar de forma integrada”, ressaltou.
Uma profissão feita de pessoas
Jacqueline Ribeiro é agente da mobilidade urbana há oito anos e líder de equipe operacional na área de Fiscalização e Operação de Terminais e Estações. Ela atua na fiscalização e operação de terminais da área central e conta que, no dia a dia, o trabalho envolve muito mais do que a fiscalização.
“Nos terminais, por exemplo, acompanhamos a operação, verificamos a chegada e a saída dos ônibus e orientamos os usuários sobre linhas, destinos e pontos de referência. Muitas vezes, as pessoas também nos procuram para tirar dúvidas que vão além do trânsito, porque acabam nos vendo como uma referência para obter informações”, disse.
Para a profissional, o contato diário com a população também é uma das características que tornam a atividade única e que exige sensibilidade. “No terminal, também atendemos diferentes situações e precisamos estar preparados para conversar, orientar e auxiliar as pessoas. É uma profissão que envolve contato direto com o público e diferentes situações todos os dias”.
Uma história de mais de 30 anos de dedicação
Valmir Antônio também é agente e líder de equipe no Centro de Controle Operacional de Trânsito e Transporte, que funciona como elo entre os profissionais em campo e as solicitações recebidas da população e outros órgãos do município.
Com uma trajetória de 32 anos de atuação na Emdec, o profissional conta que um dos casos que mais o marcou foi uma ocorrência que envolveu a queda de um veículo. “Um agente de campo realizou o atendimento e conseguiu salvar a vítima, enquanto nós dávamos suporte com os acionamentos da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. É uma das várias ocorrências que mostram como o trabalho precisa ser integrado. Os agentes de campo são nossos olhos e, por meio da comunicação, conseguimos trabalhar juntos para dar uma resposta mais rápida às situações”, disse.
Valmir também conta sobre sua experiência e desafios como líder de equipe operacional. “Ao longo do tempo, passamos por diferentes experiências e mudanças na forma de trabalhar, mas sempre buscando melhorar os processos. Na liderança, também existem inúmeros desafios, cobranças e busca por resultados. Nem sempre é fácil se adaptar, e há dias mais difíceis do que outros. Organizar a equipe e manter a comunicação funcionando para que a operação aconteça de forma integrada é um processo diário”, avaliou.
Acolhimento e preparo para agir em situações de risco
André Gomes é mais um dos agentes da mobilidade urbana com histórias e experiências que moldam seu dia a dia na profissão. Ele atua na Emdec há 14 anos e exerce o papel de líder de equipe operacional há dois meses, na área de Fiscalização e Operação de Trânsito. O profissional celebra o dia do agente, reconhecendo a importância da data e trazendo relatos de dedicação e profissionalismo.
Em seu diálogo, ele narra uma situação que o marcou muito neste ano. “Eu estava no Terminal Mercado, quando uma mulher grávida chegou desesperada, com a bolsa já rompida, pedindo ajuda. Meu primeiro instinto foi acolhê-la, colocá-la na viatura e levá-la até a maternidade. Naquele momento, eram duas vidas que precisavam de atenção, e eu simplesmente fiz o que precisava ser feito”, relatou.
“Essa situação mostra muito do que é ser agente da mobilidade urbana. Quem olha de fora muitas vezes enxerga apenas a fiscalização, mas nosso trabalho vai muito além. Precisamos estar atentos a tudo que acontece ao nosso redor, prever situações de risco e estar preparados para agir. No fim, nosso trabalho tem uma finalidade maior: preservar e salvar vidas”, avaliou.
André também compartilhou sobre seus desafios como líder operacional. “Tenho o desafio de acompanhar e orientar os agentes, trabalhando com diferentes perfis e situações. O líder precisa saber lidar com as pessoas, minimizar conflitos e ser uma ponte entre as dificuldades e as realizações da equipe. É um desafio diário, mas também uma oportunidade de contribuir para que cada agente possa desempenhar bem o seu papel na cidade”, enfatizou.
