Em sua quinta edição, o Festival “CRIE como quem LUTA”, organizado pelo coletivo feminista Caju Cultura, acontece entre os dias 9 e 11 de outubro, em diferentes espaços de Campinas, com programação 100% gratuita que reúne teatro, dança, circo, cinema, música e mais. Neste ano o destaque fica por conta do show gratuito “Acústico da Sereiona” de Rachel Reis no Centro de Convivência. A programação completa está no site: https://www.cajucultura.art.br/5-crie-como-quem-luta
Realizado desde 2021 em Campinas, o festival joga luz sobre o lugar da mulher na produção cultural em uma perspectiva feminista, priorizando mulheres em funções de coordenação, produção, técnica e nas atrações do evento. A quarta edição (2025) foi latinoamericana e a maior até hoje, sendo realizada também na cidade de Peruíbe e com participações de artistas de outros países da América Latina. O festival sempre inclui ações de formação e uma residência artística, ampliando o espaço para criação, troca e reflexão sobre a produção cultural de mulheres.
Diversidade de Linguagens e de Espaços
Um dos destaques do festival “CRIE como quem LUTA” é distribuir a programação gratuita em diversos espaços da cidade. Por isso, as atrações acontecem na Sala dos Toninhos na Estação Cultura no centro da cidade, no Sesc, no Centro de Convivência e no CIS Guanabara. Sendo um encontro artístico-cultural, as realizadoras se propõem a trabalhar, no mínimo, com teatro, dança, circo e teatro, além de gestão cultural na atividade formativa.
“Ao longo dos anos, fomos experimentando também outras linguagens como cinema, artes visuais, literatura, mas sempre mantendo as quatro linguagens originais. Este ano, por exemplo, não teremos literatura, mas já tivemos em anos anteriores. A ideia é colocar as linguagens em diálogo com metodologia e curadoria, mostrando passos importantes da produção cultural”, explica Júlia Conterno, co-fundadora do festival e coordenadora de comunicação.
O teatro integra a programação com o monólogo Gabri[ELAS], do Coletivo Mulheres da Vida, espetáculo criado a partir da pesquisa da atriz Fernanda Viacava com a vida e a obra de Gabriela Leite e de sua atuação na luta pelos direitos das profissionais do sexo no Brasil. Já no circo, O Último Show, de Vick & Greta, traz comicidade e números circenses para contar a história de duas artistas diante do fim de suas carreiras.
Outro destaque do festival é a residência artística produzida desde a primeira edição, promovendo um espaço de criação coletiva. O espetáculo de dança sempre foi um risco, do DOBRA Coletivo, parte do amor para investigar relações, afetos e outras possibilidades de encontro com base em obras de bell hooks e Geni Núñez. Este trabalho será finalizado durante a residência artística do festival, com orientação cênica de Ana Clara Amaral e estreia durante o festival.
Entre as atrações musicais, Rachel Reis apresenta o Acústico da Sereiona no domingo (11), no teatro do Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes. Em formato intimista, o show revisita canções de seu álbum Meu Esquema (2022) e antecipa faixas de seu próximo álbum. Natural de Feira de Santana (BA), Rachel é um dos nomes da nova música brasileira e transita por referências como samba reggae, pagodão, arrocha e reggae.
A programação inclui ainda a sessão de curtas sob o tema Vivas, apesar da morte, como parte da Mostra Curta. A Feira Garimpou, de Ju Viola, estará presente no segundo dia do evento com uma curadoria de brechós da região. Já a comunicadora e radialista Flávia Aguiar irá apresentar o DJ Set Beira Mundo, revelando sonoridades periféricas, grooves e suingues intertemporais, reposicionando as beiras no centro. Além disso, o encontro Mulheres na pesquisa: como se produz conhecimento na cultura? do Feminas, reúne pesquisadoras da cultura para discutir a produção de conhecimento de mulheres nas artes, atividade realizada no Sesc.
Este projeto conta com recursos de emenda impositiva municipal e do Edital Fomento PNAB nº 20/2025 – Produção e/ou manutenção de projetos culturais de mulheres na indústria criativa. O projeto conta com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas.
Serviço – 5º Festival CRIE como quem LUTA | Campinas-SP
Data: 9 a 11 de outubro de 2026, sexta-feira a domingo
Local: Sala dos Toninhos, CIS Guanabara, Sesc Campinas e Centro de Convivência Cultural de Campinas “Carlos Gomes”
Entrada: gratuita
Data: 9 a 11 de outubro de 2026, sexta-feira a domingo
Local: Sala dos Toninhos, CIS Guanabara, Sesc Campinas e Centro de Convivência Cultural de Campinas “Carlos Gomes”
Entrada: gratuita
Atividade formativa
Dia 2, sexta-feira – CIS Guanabara
9h às 12h: Acessibilidade Cultural em Festivais – Paula Monterrey | Oficina sobre acessibilidade em festivais culturais, abordando legislação, experiências práticas e estratégias de planejamento para comunicação, programação e mediação.
Duração: 3h | Classificação: 16 anos | Acessibilidade: Libras
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdGMLXxIlGhdf0U7qjwKCGAXJr2TgUv9NVvI0oCqi-4UqRNfQ/viewform – De 14 a 28 de setembro
Endereço: rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo, Campinas – SP, 13020-210
Dia 9, sexta-feira – Sala dos Toninhos
20h: Gabri[ELAS] – Coletivo Mulheres da Vida | Espetáculo de teatro criado a partir do encontro da atriz Fernanda Viacava com a trajetória e o trabalho de Gabriela Leite, referência na luta pelos direitos das profissionais do sexo no Brasil.
Duração: 75 min | Classificação: 16 anos | Acessibilidade: Libras
Endereço: rua Francisco Teodoro – Vila Industrial (Campinas), Campinas – SP
Retirada de senhas a partir de 1 hora antes do espetáculo
Dia 10, sábado – Sala dos Toninhos
15h às 21h: Feira Garimpou | Feira com brechós, acessórios, comidas e bebidas.
15h às 21h: Instalação de Grafitti: Vivas, apesar da morte | Instalação do resultado da oficina “Graffiti: Corpo, Palavra e Resistência”, realizada pelo coletivo Mamilos Poéticos, com a participação da equipe do festival Crie como quem Luta. A partir de poesia, escrita, colagem, desenho, stencil e graffiti, as participantes transformam vivências, memórias e afetos em uma criação coletiva que celebra o feminino, a resistência, a ancestralidade e a potência dos corpos e territórios.
Duração: 6 horas | Classificação indicativa: livre
16h: O Último Show – Vick & Greta | Duas artistas circenses decidem encerrar suas carreiras, mas a chegada de uma pessoa importante na plateia faz com que tentem provar que ainda têm muito a oferecer. A montagem combina acrobacias, bambolês, equilíbrio e comédia.
Duração: 45 min | Classificação: livre | Acessibilidade: Libras
18h: sempre foi um risco – DOBRA Coletivo | Espetáculo de dança que investiga o amor em suas dimensões afetivas, raciais e sociais, refletindo sobre outras formas de encontro, relação e coletividade.
Duração: 15 min, seguida de bate-papo
Classificação: livre | Acessibilidade: Libras
Retirada de senhas a partir de 1 hora antes do espetáculo
19h30: Vivas, apesar da morte – Mostra Curta | Sessão reúne cinco filmes que atravessam memórias, ausências, violência e resistência, abordando a morte como perda, herança, marca e transformação.
Duração: 70 min | Classificação: 14 anos | Acessibilidade: LSE e janela de Libras
Retirada de senhas a partir de 1 hora antes do espetáculo
20h30: DJ Set Beira Mundo – Flávia Aguiar | Pesquisa musical que percorre culturas populares e tradicionais de diferentes partes do mundo, conectando brasilidades, africanidades e latinidades.
Endereço: rua Francisco Teodoro – Vila Industrial (Campinas), Campinas – SP
Classificação: livre
Dia 11, domingo – Sesc Campinas
9h30 às 17h: Mulheres na pesquisa: como se produz conhecimento na cultura? com Beth Ponte, Dulci Lima, Marcela País Andrade e Mediação de Cassiane Tomilhero (Salvadora/BA/Brasil – São Paulo/SP/Brasil – Buenos Aires/ARG – Peruíbe/SP/Brasil) | As pesquisadoras e gestoras culturais nos convidam a ampliar nossos olhares a respeito dos estudos e investigações realizadas por mulheres pesquisadoras das artes e da cultura. O encontro propõe a exposição das pesquisas das convidadas, seguida de debates e reflexões entre as pessoas presentes. Este evento é mais uma edição de Feminas, ação vinculada à Rede Internacional de Mulheres pela Cultura e gestoras convidadas, que visa ampliar vozes e práticas de mulheres atuantes na área da cultura
Duração: 2 blocos — 9h30 às 12h30 e 14h às 17h | Classificação: 16 anos | Acessibilidade: Libras | Vagas: 30 | Gratuito. Inscrições limitadas no local, a partir de 30 minutos que antecedem a atividade
Endereço: rua Dom José I, 270/333 – Bonfim, Campinas – SP, 13070-741
Dia 11, domingo – Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes
19h: Rachel Reis – Acústico da Sereiona | Em formato intimista, Rachel Reis apresenta novas versões de músicas de Meu Esquema e antecipa canções de seu próximo álbum.
Duração: 60 min | Classificação: livre | Acessibilidade: Libras | Ingressos: online e na bilheteria do teatro, das 16h às 19h, no dia da apresentação
Duração: 60 min | Classificação: livre | Acessibilidade: Libras | Ingressos: online e na bilheteria do teatro, das 16h às 19h, no dia da apresentação
** Ingressos retirados online devem ser lidos até 30 minutos antes do show. Caso contrário, serão disponibilizados para o público presente.
Endereço: rua Gen. Osório – Cambuí, Campinas – SP, 13025-066

