A rede municipal de saúde apoia a amamentação em todas as fases, da gravidez às primeiras semanas de vida do bebê. Esse cuidado ganha reforço no Agosto Dourado, mês nacional dedicado ao aleitamento materno, instituído por lei federal. A cor dourada simboliza o padrão ouro de qualidade do leite humano, e a mobilização busca estimular a amamentação exclusiva até os seis meses e mantida até, pelo menos, os dois anos de idade.

Apoio começa antes do parto e continua

Nos centros de saúde, as equipes oferecem orientação sobre amamentação, atendimento multidisciplinar, grupos de gestantes e ações educativas às famílias.

Nos primeiros dias pós-parto, a mãe acompanhada pela unidade recebe a visita do agente comunitário ou da equipe de saúde da família, e a dupla mãe e bebê deve ser atendida preferencialmente até o sétimo dia de vida, período em que a amamentação costuma ser mais desafiadora.

Ainda assim, diante de qualquer dificuldade, a orientação é que a família procure o serviço antes de interromper a amamentação por conta própria e não usar medicamentos sem indicação médica.

Equipes sempre atualizadas

Para qualificar esse apoio, as equipes de saúde da rede municipal passam por atualizações frequentes em aleitamento, dentro da política de educação permanente.  

Duas vezes por ano, o Hospital e Maternidade de Campinas promove uma capacitação de dois dias, com cerca de 20 vagas por turma, formando em média 40 profissionais a cada ano. A iniciativa acontece há mais de cinco anos e alcança profissionais de outros serviços.

Um alimento feito sob medida

O leite materno acompanha o crescimento da criança e faz muito mais do que alimentar. Veja o que ele oferece ao bebê:

Nutrição ideal para cada fase, com a quantidade certa de água, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, mudando de composição conforme o bebê cresce;

Contém anticorpos e outras substâncias de defesa, que ajudam a proteger contra infecções, o que promove menos hospitalizações;

Digestão mais fácil, associada a menos cólicas e desconforto;

Menor risco de obesidade, asma e diabetes no longo prazo;

Vínculo mais forte entre mãe e bebê.

Os ganhos não são só do bebê. Para a mãe, amamentar favorece a recuperação do pós-parto imediato, uma vez que os hormônios liberados pelo ato contraem o útero e podem reduzir o sangramento. A prática também ajuda a perder o peso ganho na gestação e diminui o risco de câncer de mama e de ovário.

A recomendação é amamentar de forma exclusiva até os seis meses, sem oferecer água, chás ou sucos. A partir dessa idade, começa a introdução de outros alimentos, mantendo o leite materno até pelo menos os dois anos se possível, sem idade máxima definida para parar.

“Neste Agosto Dourado reforçamos que toda mãe merece apoio, escuta e cuidado em cada etapa da amamentação. Em caso de dúvidas ou dificuldades, procure a unidade de saúde mais próxima da sua residência”, afirma a enfermeira da área da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Fernanda Castanheira Nunes.