Mulheres interessadas em aprender técnicas de autodefesa e estratégias de prevenção à violência têm um compromisso neste sábado, 18 de julho, às 10h, na Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, em Campinas. A oficina é gratuita e integra a programação do evento promovido pela ONG Odara Conecta.
A atividade é promovida pela Secretaria Municipal de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (SMGDP), em parceria com a Empodere-se, e tem como objetivo fortalecer a autonomia das participantes por meio de técnicas físicas e psicológicas de autodefesa, além de orientar sobre a prevenção de relacionamentos abusivos e o reconhecimento de diferentes formas de violência.
Durante o encontro, as participantes aprendem a identificar situações de risco, proteger o espaço pessoal, utilizar a voz como ferramenta de defesa e aplicar movimentos básicos de autodefesa em casos de agressões, como pegadas de braço, cabelo, estrangulamento, abraços por trás e violência sexual.
A oficina também ensina como objetos do cotidiano, como chaves, bolsas e canetas, podem ser utilizados para potencializar a defesa em situações de emergência.
Para participar, a orientação é utilizar roupas confortáveis. Peças de uso cotidiano também são adequadas, já que a proposta é ensinar técnicas aplicáveis às situações reais do dia a dia.
As oficinas são viabilizadas por meio de recursos de emenda impositiva.
Confira os depoimentos de quem já participou
Ana Carolina dos Santos Martins – “Aprendi que manter o olhar firme e não se intimidar diante de um possível agressor pode fazer a diferença. É um conhecimento que pode salvar vidas.”
Sara Micaroni – “A gente pode estar em situação de vulnerabilidade, mas não é vulnerável. Autodefesa também é autoconhecimento.”
Jasmim Oliveira – “Quando as instrutoras falaram sobre a questão de ‘olhar no olho’, eu achei muito forte. Para mim foi até difícil essa dinâmica. A mulher passa por situações em que pode dizer para um homem, que fica com o olhar fixo nela: ‘Quem você acha que é?’. Os homens não imaginam que a mulher vai reagir.”
Marta dos Santos Neves – “Eu fiquei impactada e refleti quando as instrutoras falaram que ‘as pessoas que nós amamos, nós protegemos’. Mas nós mesmas não nos protegemos. Isso me fez pensar e mudar de ideia.”
Kelly Arduino – “A abordagem retratada aqui é muito importante, pois olhou para todos os níveis de violência e não apenas para a parte física. A questão do empoderamento não se resume à força: é também estratégia, e isso independe da força física. Todas podem e conseguem.”
Bruna Arduino – “Eu achei as oficinas muito importantes. Já tinha participado de outras, mas elas focavam apenas na parte física. Esta aborda outras dimensões da violência. A parte mental também foi muito bem trabalhada, para que as mulheres possam se defender desde o princípio, com palavras, afirmações, olhar e, se necessário, constranger o homem e fazer com que ele se afaste. A gente consegue!”
Lirian Lumi Tarumoto – “Eu achei extremamente importante o conteúdo da oficina, porque evidencia a fragilidade feminina, não só na violência física, mas também em todas as suas outras formas. Para a maioria das mulheres, falta reconhecer essa iminência, o que poderia ser crucial em muitos casos”.
Eliana Palma -“Além de empoderar, ela também liberta em muitos casos. O mais interessante foi abordar todos os tipos de violência, agregou muito. Acredito que toda mulher e adolescente deveria receber esse conhecimento ainda na escola”.
Empodere-se
A Empodere-se atua desde 2017 com o objetivo de promover diversidade e inclusão junto a empresas e instituições, por meio de ferramentas voltadas ao cotidiano. “Aprender a se defender é um direito de todas, e cada vez mais mulheres têm procurado essa tecnologia social que tem salvado vidas”, contou Amanda Lemes.
Amanda explicou que a parte física é importante para uma emergência. Segundo ela, porém, a autodefesa vai além, pois constrói consciência e estratégia para o bem-estar em todas as dimensões da vida. “Dialogamos com as artes marciais, mas também com o preparo psicológico para enfrentar situações de risco e com toda a rede de acolhimento às mulheres que a cidade promove”, completou.
Serviço
Oficina de Defesa Pessoal para Mulheres
Data: 18 de julho (sábado)
Horário: 10h
Local: Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink
Endereço: avenida Benjamin Constant, 1.633, Centro
Público-alvo: servidoras municipais, trabalhadoras de instituições parceiras, familiares e mulheres da comunidade em geral, a partir de 14 anos.
25 de julho (sábado), às 19h
Local: Igreja do Evangelho Eterno (conhecida na região como “Igreja do Isac”)
Endereço: rua Coronel Serafim Migueis, 143, Jardim Eulina
Público-alvo: mulheres da região
Outras oficinas estão programadas para o mês de julho e agosto e serão divulgadas em breve.

