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Hospital Mário Gatti completa 52 anos com foco na modernização e aumento da capacidade de atendimento

O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti completa 52 anos nesta terça-feira, 14 de julho, em meio a um processo de modernização da estrutura física e de incorporação de novas tecnologias. As intervenções realizadas nos últimos anos e os projetos previstos para o futuro têm como objetivo adequar o hospital às demandas atuais da assistência em saúde.

 

“De 10 anos para cá, o Mário Gatti praticamente dobrou o atendimento, tanto na área de pronto-socorro quanto na área de internação e de cirurgia. É um hospital importantíssimo para a nossa região.”, explica o presidente da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar, Sérgio Bisogni.

 

Em 2025, a unidade realizou 113 mil consultas no Pronto-Socorro Adulto, 56 mil atendimentos no Pronto-Socorro Infantil, 44,7 mil consultas ambulatoriais, 8,9 mil consultas oncológicas, além de 6,1 mil cirurgias e 177,4 mil exames de imagem.

 

Avanços

 

A reestruturação do hospital vem sendo realizada de forma gradual nos últimos anos. Entre as principais entregas dos últimos anos estão a reforma do Pronto-Socorro Adulto; a construção do Hospital Mário Gattinho; a inauguração do prédio da Oncologia, para atendimentos de quimioterapia e radioterapia; e as obras em andamento no ambulatório, que incluem a área de fisioterapia.

 

Um novo laboratório de análises clínicas também foi inaugurado, trazendo mais agilidade, segurança, autonomia e sustentabilidade para o serviço, e houve uma modernização do setor administrativo.

 

Além disso, as fachadas do prédio estão sendo revitalizadas com pintura emborrachada de alta durabilidade, e brises estão sendo instalados para garantir conforto térmico e eficiência energética.

 

“Estamos investindo na ambiência e na climatização de todas as áreas para tornar o ambiente mais acolhedor e confortável, tanto para os pacientes quanto para quem trabalha na unidade”, explica o presidente da Rede.

 

Tecnologia e inovação

 

A modernização também inclui a transformação digital da unidade. O Hospital Mário Gatti está passando pela atualização do sistema de gestão hospitalar AGHU para a versão mais recente, concluindo a implantação da nova plataforma em toda a Rede Mário Gatti. A mudança permitirá ampliar o acesso às informações dos atendimentos dos pacientes e fortalecer a integração entre as unidades da Rede.

 

Também estão em andamento projetos de telessaúde e iniciativas baseadas em inteligência artificial, atualmente em fase de testes.

 

Uma das experiências em avaliação é o atendimento remoto para casos pediátricos de menor complexidade, realizado inicialmente com milhares de pacientes para medir a resolutividade do serviço antes de uma eventual implantação definitiva. Por meio do WhatsApp, os responsáveis informam os sintomas da criança, recebem orientações e, quando necessário, até prescrição de medicamentos, garantindo mais agilidade no atendimento.

 

“Estamos fazendo um número grande de experimentos para avaliar a resolutividade antes de investir definitivamente. A ideia é utilizar a tecnologia para melhorar o fluxo do pronto-socorro e qualificar ainda mais o atendimento”, afirma Bisogni.

 

Além disso, consultas encaminhadas ao ambulatório do hospital já podem ser agendadas pelo WhatsApp, trazendo economia de tempo e transporte.

 

Os investimentos em inovação tecnológica também incluem a implementação de um sistema de atualização cadastral on-line para os pacientes que aguardam nas filas cirúrgicas no município de Campinas.

 

Reorganização de espaços

 

Um investimento considerado estratégico para o futuro da unidade é a transferência do almoxarifado, da farmácia e das áreas de armazenamento de medicamentos para galpões que estão sendo adquiridos pela Rede Mário Gatti. A mudança permitirá liberar espaços internos para novos serviços assistenciais.

 

Com a reorganização, a direção pretende ampliar áreas destinadas aos funcionários, modernizar os setores de imagem e redistribuir serviços internos para melhorar o fluxo hospitalar.

 

“A transferência do almoxarifado vai liberar áreas dentro do hospital que permitirão melhorar a estrutura para os funcionários, ampliar a área de imagem e reorganizar espaços importantes. É um ganho que deve acontecer em curto prazo”, explica Bisogni.

 

Além da reorganização física, a nova estrutura permitirá implantar uma farmácia com fracionamento de doses, proporcionando maior controle sobre medicamentos, distribuição e segurança dos pacientes.

 

Outro projeto para o futuro é a implantação de novos leitos de internação e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cirúrgica, que permitirá que a atual unidade de terapia intensiva passe a atender prioritariamente pacientes clínicos, ampliando a capacidade de resposta do hospital diante da crescente demanda.

 

“Nós temos o material humano para trabalhar, que talvez seja o mais difícil de conseguir. Isso a gente já tem. O que nós precisamos é melhorar a estrutura dele para ampliar o atendimento à população”, aponta Bisogni. 

 

Para o presidente da Rede Mário Gatti, os investimentos em infraestrutura e tecnologia são fundamentais para que o hospital continue acompanhando a evolução da assistência em saúde e mantenha seu papel como principal referência em urgência, emergência e alta complexidade para Campinas e região.

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