Você costuma apertar a botoeira várias vezes para acionar o semáforo de pedestres? Saiba que essa conduta não faz o semáforo abrir mais rápido. Essa é uma das dúvidas mais comuns sobre os dispositivos instalados em cruzamentos semaforizados para auxiliar na travessia. Para esclarecer o funcionamento dos equipamentos e incentivar seu uso correto, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) reforça algumas informações e esclarece mitos e verdades relacionados ao equipamento.
As botoeiras são dispositivos que permitem ao pedestre solicitar a abertura do sinal para realizar a travessia com segurança, em locais onde o equipamento está disponível. Ao ser acionada, a solicitação é registrada pelo sistema semafórico, que realiza a mudança de acordo com o tempo programado para o cruzamento, respeitando critérios de segurança e operação do trânsito.
Entre as orientações, a Emdec reforça que um único acionamento é suficiente para registrar o pedido, e o pedestre deve aguardar a indicação do sinal verde antes de iniciar a travessia.
“O tempo de espera para a abertura do sinal após o acionamento da botoeira varia de acordo com a programação semafórica de cada cruzamento. Em alguns locais, a liberação para a travessia ocorre mais rapidamente; em outros, o intervalo pode ser maior, conforme as características da via, volume de veículos e de pedestres”, explica o analista de mobilidade urbana da Emdec, Matheus Villas Boas, que atua na área de projetos semafóricos.
“Essa postura de acionar a botoeira e não aguardar o sinal para atravessar é comum entre os pedestres. Eles seguem o caminho e em alguns segundos, o sinal abre para travessia”, completou. O analista ainda esclarece que “um possível fechamento imediato do semáforo seria um risco para o motorista, que pode estar vindo de uma ‘Onda Verde’. Se o semáforo se encerra repentinamente, se estabelece um fator de risco para possíveis sinistros”. As ‘Ondas Verdes’ semafóricas consistem na abertura sequencial de semáforos e estão presentes principalmente em avenidas extensas, como a John Boyd Dunlop e a Amoreiras.

