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Mês da Mulher: debates com quase 2 mil alunos para enfrentamento à violência começam nesta quarta, 18

Agnelo familia by Agnelo familia
março 17, 2026
in Noticias
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A Secretaria de Educação de Campinas realiza a partir desta quarta-feira, 18 de março, uma série de debates com quase 2 mil estudantes matriculados no 8º ano do Ensino Fundamental para debater masculinidades e o enfrentamento à violência contra as mulheres.

A região Norte será a primeira contemplada. A agenda de abertura é na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Padre Domingos Zatti, no Parque Fazendinha, a partir das 14h.

O trabalho nas escolas ocorre em parceria com as secretarias de Políticas para Mulheres e de Desenvolvimento e Assistência Social, dentro do programa Mais Educação, Menos Violência. A estratégia faz parte das iniciativas lançadas pela Prefeitura no mês de janeiro, com o objetivo de contribuir para a redução de feminicídios e reforçar políticas públicas que garantam proteção, acolhimento e reconstrução da autonomia de mulheres vítimas da violência.

Como serão os encontros?

As discussões têm 1h30 de duração e serão conduzidas pelo Projeto Bem-Me-Quero, que, desde 2023, já atendeu 9,1 mil pessoas em ações formativas de combate a todos os tipos de violência contra a mulher e ao machismo. Os encontros seguem até novembro e a organização será por áreas da cidade, pelos Núcleos de Ação Educativa Descentralizada (Naeds).

“A Prefeitura tem um compromisso com a valorização e a proteção das mulheres. Teremos mais ações ao longo do ano, incluindo o desenvolvimento do plano pedagógico inédito com abordagem do enfrentamento à violência contra as mulheres”, explicou a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz.

Os encontros tratam de assuntos como o machismo, o sexismo e as consequências destas práticas no desenvolvimento social e emocional dos meninos, inclusive na definição de papéis sociais e reflexos na garantia à vida e dignidade das meninas. A reflexão sobre o significado destas práticas com os estudantes busca, além do combate à violência, a valorização da mulher e a desconstrução da ideia de superioridade masculina sobre corpos femininos, reforçando os direitos à igualdade e à equidade social.

A iniciativa contempla todas as regiões de Campinas, sobretudo as de maior vulnerabilidade social. “Durante os diálogos, os alunos e alunas serão provocados a reconhecer comportamentos naturalizados, questionar estereótipos e fortalecer atitudes de respeito e equidade nas relações. Acreditamos que, pela educação de meninas e meninos desde a infância, será possível desconstruir práticas misóginas consolidadas em nossa sociedade e, na parceria escola-família, reconstruir relações saudáveis e respeitosas”, explicou a coordenadora do Projeto Bem-Me-Quero, Margarida Montejano.

Em um segundo momento, a Educação também incluirá grupos de alunos matriculados em escolas estaduais para os debates. A quantidade e o calendário serão definidos.

Projeto deve ser ampliado

Ao longo de três anos, o Projeto Bem-Me-Quero alcançou, durante as atividades, a formação de especialistas em educação e professores das 266 escolas municipais. Os trabalhos se pautaram na ação-reflexão sobre a misoginia e o combate ao ciclo de violência contra as mulheres, com esclarecimentos sobre os canais de denúncia, orientações de acolhimento às vítimas, encaminhamentos à rede protetiva e notificações às autoridades.

Neste ano, o Projeto Bem-Me-Quero já realizou a formação de 700 pessoas, entre elas, cuidadores da Educação que atuam em todas as regiões de Campinas durante um encontro no Teatro Bento Quirino, e de pais de estudantes matriculados na Emef/EJA Dulce Bento do Nascimento, no distrito de Barão Geraldo. A projeção da iniciativa, para 2026, é superar o total de 3,1 mil pessoas atendidas em atividades durante o ano passado.

As escolas de Campinas têm criado outras iniciativas para valorizar o empoderamento feminino, a partir do exemplo do Bem-Me-Quero. Além disso, o projeto pedagógico da secretaria para 2026 é inovador e aborda este assunto sob a perspectiva da equidade. Os outros dois tópicos que serão contemplados na educação infantil e no ensino fundamental são antirracismo e meio ambiente/emergências climáticas.

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