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Campinas recebe exposição "Cidadela", com trabalhos da artista visual Maria Ezou

Agnelo familia by Agnelo familia
fevereiro 26, 2026
in Noticias
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De 27 de fevereiro a 12 de abril, o MACC – Museu de Arte Contemporânea, em Campinas, recebe o projeto Cidadela Arte e Natureza. Ancorado pela exposição Cidadela, da artista visual Maria Ezou, o evento convida o público para uma experiência imersiva no universo das infâncias, suas sensações e subjetividades.
 
 
Além da mostra, haverá programação complementar com Formação para educadores – Arte e Infância, ministrada pela artista no dia 27 de fevereiro, das 14h às 17h. Já no sábado (28), às 11h, será promovida a Ação Semear, com plantio de mudas de árvores nativas em celebração à chegada do projeto na cidade. Além disso, durante o período da exposição haverá visita mediada para grupos.
 
 
Cidadela: A exposição
 
 
A exposição Cidadela chega a Campinas no dia 27 de fevereiro, depois de circular pelo Brasil, em diferentes formatos, desde 2022, tendo passado por Minas Gerais, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará, somando mais de 64.000 espectadores.
 
 
A instalação interativa materializa uma cidade imaginária e biocêntrica, uma fortaleza onírica onde os seres humanos, seus corpos, as casas e o restante da natureza são partes de um mesmo sistema: harmônico e fantástico.
 
 
Ao chegar na exposição, o público se depara com um portal de entrada, que se assemelha a uma trama de raízes aéreas de mangue e à silhueta de uma montanha. A estrutura, que leva o nome de “estufa”, tem suportes que guardam pequenos vasos biodegradáveis com matéria orgânica, mudas de plantas nativas de um dos biomas originais da cidade de Campinas, a Mata Atlântica e o Cerrado, e lápis e papel. Ali o público pode realizar suas primeiras interações com a obra, seja pelo plantio de mudas que serão destinadas à restauração ambiental ou realizando um autorretrato que integrará a galeria de novos “habitantes” da Cidadela.
 
 
Ao adentrar um pouco mais, descortina-se a cidade formada por 15 “casas-corpos” – esculturas feitas a partir do molde do tronco da própria artista, com diminutas janelas e portas em seu ventre, que dão acesso a minimundos imaginários. No interior de cada “casa-corpo”, o olhar curioso se depara com uma dramaturgia particular, dialogando com um aspecto diferente da infância, interconectado com o fluxo dos corpos e suas distintas emoções, o cotidiano das casas e as dinâmicas da natureza. Para contar cada história, o cenário e objetos, em miniatura, são animados por autômatos mecânicos e eletrônicos, pela transição de luzes e pela trilha sonora individual de cada casa, além de estímulos auditivos como o som das águas, do vento, do pisar na terra e do crepitar do fogo. Cada “casa-corpo” recebe também uma audiodescrição, que promove a acessibilidade.
 
 
O fio condutor das obras são as artes têxteis, que Ezou intersecciona com o teatro de animação, a arte eletrônica, o audiovisual, a literatura, as musicalidades e os autômatos artesanais. Ela ainda emprega técnicas auxiliares como marcenaria, serralheria artesanal e colagem e, por fim, as conecta a saberes como mecânica do movimento, arquitetura vernacular, biologia e agroecologia. Assim, Maria tece o enredo que resulta na narrativa maior, o mundo sonhado da Cidadela.
 
 
Para proporcionar uma experiência plena às crianças, a expografia respeita as dimensões dos pequenos, e os minimundos são localizados na altura do olhar da criança. Para os adultos, o convite é para que experimentem a Cidadela a partir do ponto de vista dos pequenos.
 
 
A exposição pretende reafirmar o corpo como espaço de autonomia e alteridade e, por isso, cada espectador escolhe sua trilha de visitação, descobrindo, em cada Casa, um universo particular e a temática inerente à infância daquela obra. Compõem a Cidadela as Casas Gestar; Infância; Memória; Amor, Raiva; Empatia; Espera; Afeto; Alegria; Proteção; Desafio; Preguiça; Liberdade; Medo e Tristeza.
 
 
Em Cidadela, o corpo de Maria Ezou é o corpo do universo. Raízes, corpo, montanha. Mulher-natureza, guiada por mapas, casas e seus interiores – cartografias que apontam para a direção coletiva. Cartógrafa dos afetos, parte das espacialidades e mergulha nas infâncias como um ato político. Onde o caminhar coletivo é o único possível.
 
 
Hoje as obras de Ezou estão situadas no campo das artes visuais, da performance e da instalação, mas, nos primeiros anos de sua trajetória, produziu muitos trabalhos para o campo das artes cênicas e com teatros de grupo, assim aprendeu e aprimorou seu ofício na lógica da colaboração e coletividade. Em Cidadela, essa dinâmica segue presente. As obras da exposição têm a concepção e realização individual de Maria Ezou, mas contam com a colaboração de outros artistas e mestres de diferentes ofícios, que, convidados por Maria, trouxeram sua especialidade para o processo de preparação das obras. Entre os 17 convidados estão André Mehmari (produtor e intérprete musical); Heloisa Pires Lima (dramaturgia do movimento); Juliana Notari (dramaturgia do movimento); Mônica Cardim (fotografia artística); Leonardo Martinelli (composição musical); Willian Oliveira (desenvolvimento dos sistemas eletrônicos); Cristina Souto (desenho de luz), entre outros.
 
 
Mais informações sobre o Projeto Cidadela: https://www.cidadela.art/
 
 
Maria Ezou – Artista Visual para as Infâncias
 
Premiada artista, performer e educadora, Maria Ezou é porta-voz do movimento das artes visuais para as infâncias e trabalha o universo onírico e fantástico contando histórias imersivas e sensoriais. Com Licenciatura em Educação Artística (UNESP), chegou a cursar parte do Bacharelado em Artes Plásticas (FAAP) e tem formação em Cenografia. Em uma infância de liberdade, experimentação e integralidade com a natureza, Maria foi uma criança curiosa e apaixonada pelo funcionamento das coisas, dos corpos, dos fluxos e dos lugares. Encantamentos que se tornaram estruturantes em sua obra. Filha de mãe arquiteta, entrou em contato com a arquitetura vernacular muito cedo e, ainda criança, viajou com a família pela América Latina, quando conheceu as cosmogonias Inca e Maia. O avô lhe transmitiu a paixão pelos autômatos, em seu “incrível quarto de invenções”. A cozinha de sua avó materna foi uma de suas primeiras inspirações para as manualidades artísticas, e a máquina de costura, de sua outra avó, daria vida às suas primeiras criações têxteis.
 
Ezou dialoga com o biocentrismo ancestral, de seu país e continente, e é possível identificar, em sua obra, o corpo biocêntrico; as espacialidades e seus fluxos, além do aspecto político. De modo não óbvio, reverencia aspectos culturais comuns aos povos originários do Brasil e da América Latina e revisita saberes desses povos para propor um diálogo das esperanças. A lida com o tecido, entremeada com o fazer artístico – lógica presente em culturas latino-americanas – é um dos exemplos em sua obra. 
 
Os campos de atuação de Maria Ezou são as artes visuais, a performance e a instalação, com a presença recorrente de autômatos e objetos sensíveis. Ela respeita os tempos e o corpo expandido e integral das infâncias, por isso desenvolve obras analógicas e na escala das crianças. A artista das infâncias decoloniais contempla diferentes contextos das infâncias. 
 
Entre seus trabalhos estão: Projeto Cidadela [Exposições: Cidadela-Corpo – Sesc Pompeia (2022), Cidadela Fotos – Circulação Minas Gerais, Brasília e São Paulo (2023), Cidadela – CAIXA Cultural Fortaleza, 2023/24]; Quadro bordado “Janelas do Céu”- vencedor do CONTRASTES MAB FAAP (2003); Performance “Fauna InFesta“ – exposição Augusto de Campos, no Sesc Pompéia (2016); Direção de arte dos espetáculos “A Ciranda do Villa“ – indicado aos prêmios FEMSA e Cooperativa Paulista de Teatro; “Os Saltimbancos“, (2008)- indicado ao prêmio FMSA (2008); “O Príncipe Feliz“ premiado pelo 13º Festival Cultura Inglesa (2009); “Grandes Pequeninos” Indicado ao Grammy Latino de Música (2010); “Mário e os Marias“, premiado pelo APCA de Melhor Espetáculo de Rua para Crianças (2012) e “Coágulo” – performance videoarte premiada no RUMOS Itaú Cultural (2021).
 
O projeto Cidadela Arte e Natureza é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, contemplado no Edital Fomento Cultsp – Proac Nº 26/2024 – Circulação De Exposição De Artes Visuais, com produção da PlantaSonho Arte e Cultura, da produtora e gestora cultural, Débora Bruno. O projeto conta com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas. 
 
Serviço
 
Exposição Cidadela – Arte e Natureza
 
Abertura: 27 de fevereiro
Período da exposição: 27 de fevereiro a 11 de abril de 2026
Local: MACC – Museu de Arte Contemporânea de Campinas
Endereço: Av. Benjamin Constant, 1633 – Centro – Campinas – SP
Telefones: (19) 2515-7095
Classificação indicativa: livre
Entrada franca
Horário de funcionamento: Terça a sexta das 10h às 18h | Sábados das 10h às 16h
Acessibilidade: A exposição conta com o recurso de audiodescrição e acessibilidade espacial para pessoas com deficiência, como também atividades com libras.
Programação Especial (sujeita à alteração):
 
Abertura Formação para Educadores – Arte e Infância com visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Dia 27 de fevereiro, das 14h às 17h
Ministrante: Maria Ezou
Entrada franca com inscrições via formulário
 
 
Ação Semear – Evento de plantio e visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Dia 28 de fevereiro, às 11h
Entrada franca
 
Visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Dia 28 de fevereiro, às 14h
Entrada franca
 
Visita guiada com a artista e curadora Maria Ezou
Dia 5 de Março, às 10h
Entrada franca
 
Diálogos Transversais – Arte e infância, o direito ao sensível
Dia 5 de Março, às 14h – com Maria Ezou e Paula Monterrey
Dia 5 de Março, às 14h – com Mônica Cardim
Entrada franca
 
Debate Educativo e visitas guiadas
De 28 de fevereiro a 12 de abril
Visitas mediadas para grupos de até 40 pessoas
Entrada franca. Agendamentos via formulário
 
Informações adicionais:
Site: https://www.cidadela.art/cidadela
Instagram:
@cidadela_arte_infancia
@maria_ezou
 

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