Campinas lança boletim anual da Caisan com metas, números e novo plano de segurança alimentar

A Prefeitura de Campinas lançou nesta quarta-feira, 17 de dezembro, o Boletim Anual 2025 da Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional, a Caisan. O texto consolida os resultados do ano, define metas para o período de 2026 a 2029 e detalha a elaboração do II Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, o Plamsan. A publicação está disponível em https://campinas.sp.gov.br/sites/segurancaalimentarenutricional/caisan.

O material reforça a governança intersetorial que orienta as políticas destinadas a garantir, no município, o direito humano à alimentação adequada. “Segurança alimentar não é ação isolada, é política pública contínua, com metas, orçamento e prestação de contas. O boletim mostra que Campinas trata o tema com seriedade e resultados”, declarou Vandecleya Moro, secretária municipal de Desenvolvimento e Assistência Social e presidente da Caisan.

A câmara é composta por dez secretarias e autarquias, coordenada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, com participação das áreas de Educação, Saúde, Governo, Trabalho e Renda, Clima e Meio Ambiente, além das empresas municipais de abastecimento, saneamento e serviços, como a Ceasa, a Sanasa e a Setec.

Entre as metas para 2025 estão a elaboração do II Plamsan, com horizonte de 2026 a 2029, a construção da rota de implementação da Estratégia Alimenta Cidades, o aperfeiçoamento da rubrica orçamentária na área de segurança alimentar e nutricional, a formação continuada dos membros e a revisão normativa, que compreende a regulação do ambiente escolar e as diretrizes de Educação Alimentar e Nutricional.

O colegiado realizou nove reuniões ordinárias e manteve agenda mensal na última terça-feira de cada mês. Nos resultados do ano, sobressaem a oficina diagnóstica da Estratégia Alimenta Cidades, a publicação do II Plamsan e do II Diagnóstico de Segurança Alimentar e Nutricional de Campinas, além do fortalecimento dos comitês técnicos, com coordenações nomeadas, planos de trabalho e cronogramas. 

A rota de implementação da Estratégia Alimenta Cidades incluiu capacitação de gestores, diagnóstico situacional e apoio técnico. O Programa de Aquisição de Alimentos movimentou R$ 579 mil, beneficiou 52 agricultores e entregou 58 toneladas de alimentos. Há previsão de adesão adicional de R$ 500 mil em 2026.

“Conectamos quem produz com quem precisa. Com o Programa de Aquisição de Alimentos fortalecemos a agricultura familiar, movimentamos a economia local e garantimos alimento de qualidade nas redes socioassistenciais”, afirmou Vandecleya Moro.

No campo dos comitês e da participação social, o Comitê Técnico de Educação Alimentar e Nutricional, em conjunto com o Comitê de Alimentação e Nutrição na Atenção à Saúde, realizou nove reuniões ordinárias e dezoito extraordinárias.

Esses grupos conduziram agenda de regulação do ambiente alimentar nas escolas, participaram do Agosto Dourado e da Semana Municipal da Alimentação, criaram formulário para sistematizar ações de Educação Alimentar e Nutricional e promoveram o I Fórum de Ambiente Alimentar Escolar e o III Workshop de Educação Alimentar e Nutricional, com 109 inscritos e 96 participantes. Também publicaram cartilha e folder sobre aleitamento materno.

O Comitê de Monitoramento do Plamsan conduziu a metodologia do novo plano, com cinco oficinas técnicas, duas reuniões decisórias e onze reuniões bilaterais. Promoveu consulta pública de 1º a 15 de julho de 2025, que contou com 152 participantes e 16 contribuições, e pactuou 48 metas.

O Comitê Científico, formado pela Universidade Estadual de Campinas, pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional e pela Embrapa Territorial, publicou o II Diagnóstico de Segurança Alimentar e Nutricional, base do novo plano.

Como meta para 2026, o grupo definiu a estruturação do Observatório Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. O grupo de trabalho do Programa NutrirCampinas revisou a legislação, propôs ajustes normativos e articulou a integração das bases de informação do município, como o Sistema de Informação e Gestão Municipal e o e-SUS, com foco no atendimento a famílias em situação de insegurança alimentar. 

“O próximo ciclo do Plamsan nos desafia a ampliar cobertura, qualificar dados e garantir orçamento estável. É assim que transformamos diretrizes em entregas concretas para as famílias de Campinas”, concluiu Vandecleya Moro.