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Campinas ganha nova estação meteorológica automática no Campo Grande

Agnelo familia by Agnelo familia
outubro 8, 2025
in Noticias
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Campinas passou a contar com mais uma estação meteorológica automática, que foi instalada nesta quarta-feira, 8 de outubro, no Parque Valença, na região do Campo Grande. O equipamento monitora temperatura, umidade relativa do ar (URA), precipitação e radiação solar, sendo a terceira estação da cidade (saiba mais abaixo). 

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Campinas, por meio da Defesa Civil, e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag), vinculada ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O projeto também conta com o apoio da Sanasa, empresa responsável pelo saneamento do município. A estação foi implantada dentro do Distrito Operacional de Manutenção da Sanasa (Domasa) 6, em uma área cedida e cercada pela empresa.
 

Dados meteorológicos em tempo real

Os dados meteorológicos de Campinas coletados pela estação podem ser acessados em tempo real pelo portal do Ciiagro: http://www.ciiagro.org.br/ema/. 

Basta selecionar a estação “Campinas – Campo Grande – SP” e escolher entre dados meteorológicos horários ou dados meteorológicos de 20 minutos, permitindo acompanhamento detalhado do clima na cidade.
 

Integração à rede do Ciiagro

O diretor-presidente da Fundag, professor Orivaldo Brunini, destacou que a estação está integrada à rede do Centro Integrado de Informações Meteorológicas (Ciiagro), que já possui outras duas estações em Campinas: no IAC e no Parque Taquaral.

“É uma estação automática, que permite que os dados sejam enviados em tempo real para o portal do Ciiagro”, afirmou Brunini. “Além dela, teremos outras cinco estações de segunda classe na cidade por meio do projeto de monitoramento de multirriscos para o enfrentamento aos extremos climáticos da RMC. Também teremos mais uma estação de primeira classe, que avalia ainda mais indicadores”, reforçou o professor.
 

Fechamento regionalizado de parques pela chuva

Os dados obtidos nas estações são utilizados para monitorar indicadores e basear a tomada de ações. No período de chuvas, por exemplo, a estação auxiliará quando for necessário fazer o fechamento regionalizado de parques. Em Campinas, os parques são fechados sempre que o acumulado de chuvas (volume em 72 horas) for superior a 80 milímetros.

A medida é necessária para proteger a vida de quem circula pelos parques, uma vez que o alto volume de chuvas traz risco de quedas de árvores. Com a regionalização, são fechados apenas os parques e bosques cujas regiões atingiram esse índice e não mais todos os parques da cidade. O município de Campinas tem 18 pluviômetros automáticos, que informam a quantidade de chuva nas regiões.
 

No Campo Grande, tem o Bosque Ferdinando Tilli, que fica na rua Olinto Gardelin, s/n, no Parque Valença. Na região, também está sendo construído o Parque do Jardim Bassoli.

Nova estação acaba com o “vazio” de informações

De acordo com o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, a nova estação acaba com o “vazio” de informações meteorológicas em tempo real nesta região. 

“Contar com esse equipamento no Distrito do Campo Grande, que era uma área sem monitoramento adequado, vai auxiliar a Prefeitura de Campinas e a população a obter informações mais precisas sobre o clima na região. É uma estação meteorológica completa que vai facilitar o monitoramento das condições do tempo e a emissão de alertas para que possamos enfrentar melhor situações de extremos climáticos”, destacou. 
 

Ele lembrou ainda que no local havia um pluviômetro mecânico, que exigia medição manual – um trabalho feito pela Sanasa diariamente para compartilhar com a Defesa Civil. Agora tudo será automático.
 

Monitoramento de multirriscos na RMC
 

O projeto de monitoramento de multirriscos para o enfrentamento aos extremos climáticos da RMC, aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (CD-RMC), em abril, está em desenvolvimento na região. 
 

Ele contará com 120 estações meteorológicas na região, que será a primeira região metropolitana do Brasil a ter uma rede como essa. O projeto atualiza e amplia os atuais alcances da rede de monitoramento meteorológico. A estação do Campo Grande vai integrar essa rede. 

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