Rede Mário Gatti avança na implantação de sistema integrado para qualificar o atendimento
O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, iniciou a implantação de uma nova versão do sistema que concentra o histórico de atendimentos dos pacientes. A transição está na primeira etapa e tem o objetivo de aumentar a qualidade da assistência à população.
O hospital utilizava a versão 6 do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) e, agora, adotou a versão AGHU X.
O AGHU é um sistema de gestão hospitalar e prontuário eletrônico disponibilizado gratuitamente para uso no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele integra informações clínicas, assistenciais e administrativas.
Pacote de inovação
A modernização representa um avanço dentro de um pacote mais amplo de inovação na gestão da saúde. A implantação do AGHU X vai integrar toda a rede — hospitais e UPAs — em uma única plataforma, promovendo padronização, continuidade do cuidado e qualificação da assistência.
“A rede já vinha adotando o sistema de forma progressiva, e o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, última unidade a iniciar essa etapa, marca um momento decisivo para a consolidação do prontuário eletrônico único em toda a estrutura assistencial. Com isso, o histórico clínico dos pacientes passará a estar disponível em tempo real em qualquer unidade da rede”, explica Andrea Von Zuben, coordenadora de Informação da Rede.
Comunicação entre hospitais
A padronização dos sistemas também permite conversas e compartilhamento de atualizações com outros hospitais.
“A Rede Mário Gatti está integrada à Comunidade AGHU, somando-se aos 41 hospitais universitários federais e a diversas outras instituições públicas de saúde que utilizam o mesmo sistema, constituindo uma rede colaborativa voltada ao compartilhamento de conhecimento, à evolução tecnológica e ao aprimoramento da segurança assistencial”, explica Paulo Henrique dos Santos, enfermeiro de apoio da Coordenadoria de Informação da Rede Mário Gatti.
Benefícios
Segundo ele, a atualização vai facilitar o acesso ao histórico clínico, exames e outros atendimentos, reduzindo riscos de falhas ou duplicidade de procedimentos.
“Para o profissional de saúde, o sistema oferece uma visão integrada do paciente em tempo real, apoiando a tomada de decisão clínica, melhorando a comunicação entre equipes e reduzindo retrabalho, o que torna o atendimento mais eficiente”, explica.
Para a gestão, os dados consolidados permitem monitorar indicadores assistenciais e operacionais, apoiar o planejamento, otimizar a utilização de leitos, equipes e insumos e fortalecer a eficiência no uso dos recursos públicos.
“Dessa forma, o AGHU contribui para uma assistência mais segura, coordenada e eficiente, baseada no uso qualificado das informações em toda a rede de saúde”, destaca Paulo.
A implantação do sistema também possibilita o desenvolvimento de ferramentas de gestão da informação, como painéis de gestão à vista e salas de inteligência, onde dados consolidados podem ser acompanhados em tempo real em monitores.
Transição e adaptação
A implantação foi iniciada no último dia 22 de abril e está na primeira fase. A previsão é de que a implantação seja concluída em aproximadamente dois meses.
Durante esse tipo de transição em uma unidade de grande porte e alta complexidade podem ocorrer, de forma pontual e temporária, pequenas lentidões operacionais nos primeiros dias de uso, especialmente no período de adaptação das equipes e de ajuste dos fluxos de trabalho.
Trata-se de um comportamento esperado em processos dessa magnitude, que vem sendo acompanhado de perto, com suporte técnico contínuo e capacitação dos profissionais, para assegurar estabilidade, rápida evolução do uso do sistema e uma transição segura e progressiva.
“Mais do que uma atualização tecnológica, a adoção do AGHU X consolida um movimento de transformação digital na rede, estruturado como um pacote de inovação voltado à qualificação da assistência, à integração dos serviços e ao uso estratégico da informação para melhorar o atendimento à população”, reforça Andrea.