Racismo ambiental foi tema de reflexão durante a Semana do Meio Ambiente de Campinas
O racismo ambiental foi tema de debate durante a Semana do Meio Ambiente de Campinas (Semeia) 2026. A atividade “Territórios em Alerta – Reflexões sobre Racismo Ambiental” reuniu servidores públicos no Centro de Educação Ambiental do Bosque dos Jequitibás, na tarde desta quarta-feira, 3 de junho, e teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre justiça climática, desigualdades socioambientais e seus impactos na população.
Promovida pelas secretarias municipais de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade, o encontro contou com a participação da bióloga e geocientista Maíra Rodrigues da Silva, coordenadora da área de combate ao Racismo Ambiental do Instituto Peregum e primeira doutora quilombola pelo Instituto de Geociências da Unicamp; e do superintendente federal do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Elvio Aparecido Motta.
“A atividade foi extremamente produtiva e relevante. Tivemos a participação de representantes de diversas áreas da Prefeitura, o que tornou o debate ainda mais rico e fortaleceu a construção coletiva de estratégias para o enfrentamento do racismo ambiental em cada secretaria e órgão público”, comentou Daniel Carlos Estevão, coordenador do Programa de Desenvolvimento de Lideranças Negras da Prefeitura de Campinas.
Ainda segundo ele, os palestrantes também apresentaram exemplos de como o racismo ambiental se manifesta em diferentes contextos, o que contribuiu para ampliar a compreensão do tema. “Além disso, os participantes destacaram a importância de dar continuidade a essa discussão, o que é muito positivo”, avaliou.
Durante a atividade, os especialistas abordaram o conceito de racismo ambiental, que se refere às desigualdades que fazem com que populações mais vulneráveis, especialmente comunidades negras, indígenas e quilombolas, sejam as mais afetadas por problemas ambientais e pelos efeitos das mudanças climáticas.
“O evento de hoje foi muito importante para refletirmos sobre as questões do racismo, questões climáticas e questões de políticas transversais para essa pauta. Enquanto servidores, precisamos nos organizar e planejar como é que as políticas públicas dão resposta a essas questões e como é que a gente se articula para isso aconteça”, comentou Natália Pereira Wolf, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social.
Para o professor de educação física Renato Horta Nunes, a palestra foi gratificante. “Nós tivemos a oportunidade de conversar com as pessoas de outras áreas sobre um assunto tão relevante para a sociedade”, disse. “Eu espero que esse espaço seja ampliado, para que a gente possa construir uma cidade melhor e de uma convivência mais inclusiva”, completou.