Pronto-Socorro Adulto do Mário Gatti realiza primeira captação integral de órgãos

O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti registrou a primeira captação de órgãos realizada integralmente no Pronto-Socorro Adulto (PSA), desde o início até a finalização do processo. O procedimento foi realizado na última sexta-feira, 6 de março, e houve captação de rins e fígado. A captação ocorreu após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica de uma paciente e a autorização da doação pela família.

  

O processo de doação de órgãos segue um protocolo rigoroso e envolve diversas etapas. Inicialmente, é realizado o diagnóstico de morte encefálica, seguindo critérios clínicos e exames específicos, conforme a legislação vigente. Após a confirmação do diagnóstico, a família é atendida por uma equipe capacitada, que presta esclarecimentos e realiza a abordagem para obtenção da autorização da doação. O hospital possui uma Comissão de Captação de Órgãos, responsável por identificar possíveis doadores e acompanhar todo o processo.

  

“Quando um potencial doador é identificado, a equipe do hospital atua de forma integrada com a Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas da Unicamp, garantindo a condução adequada do protocolo e um atendimento humanizado ao paciente e à família”, explica explica Raquel Ventura Paulillo, enfermeira gestora do PSA do Mário Gatti.

  

Com a autorização familiar, a OPO organiza toda a logística do processo e define os receptores compatíveis por meio da lista única de transplantes do SUS. Em seguida, equipes especializadas são acionadas para realizar a captação dos órgãos no centro cirúrgico. Todo o processo ocorre com planejamento rigoroso para garantir a preservação dos órgãos e a segurança do procedimento.

  

Os órgãos captados foram destinados a pacientes que aguardavam na lista única de transplantes, organizada pelo Sistema Nacional de Transplantes. A definição dos receptores segue critérios técnicos, como compatibilidade, gravidade do caso e tempo de espera.

 

Atuação integrada de equipes

 

 

Segundo Raquel, todo o processo ocorreu de forma organizada e dentro dos protocolos estabelecidos, envolvendo a atuação integrada de diversas equipes do hospital.

  

“O trabalho colaborativo entre os profissionais permitiu que todas as etapas fossem realizadas com segurança, respeito à paciente e acolhimento à família”, destacou. “A captação foi um sucesso graças à manutenção adequada da doadora, conduzida pelas equipes com competência, comprometimento, responsabilidade e profissionalismo”, avaliou Marina Akemi Higo, enfermeira da captação de órgãos.

  

Acolhimento humanizado

  

Elas avaliam o procedimento como uma grande conquista institucional e assistencial. “A família manifestou profundo agradecimento por toda a assistência prestada com seriedade e respeito, destacando o acolhimento humanizado e a atenção recebida de todos os profissionais envolvidos. Esse cuidado é fundamental para a compreensão e aceitação da doação pela família, especialmente em um momento de tanta dor”, disse Marina.

  

Raquel também enfatizou o trabalho da Comissão de Captação de Órgãos do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, bem como o de todos os profissionais envolvidos — médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas — que atuaram de forma integrada e comprometida durante todo o processo.

“A dedicação e a excelência no cuidado prestado à paciente foram essenciais para garantir a viabilidade da doação e o sucesso da captação”, finalizou a gestora.

 

Também participaram da ação integrada a enfermeira gestora do PSA Carla Silva de Miranda, as enfermeiras Audrey Alexsandra de Deus e Carolina Zamboti, além da fisioterapeuta Eliane da Conceição Caires e a médica Jessyca Jhovana Barbosa. 

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