Prefeitura de Campinas investe R$ 2,28 bilhões na Saúde em 2025; 71,2% são recursos municipais
A Prefeitura de Campinas aplicou R$ 2,28 bilhões na área de saúde no ano de 2025. Os investimentos e outros resultados foram apresentados por gestores da Secretaria de Saúde de Campinas e da Rede Mário Gatti na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro, durante a prestação de contas relativas ao terceiro quadrimestre de 2025, realizada na Câmara dos Vereadores.
A apresentação do 3º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) foi realizada para os integrantes da Comissão Permanente de Políticas Sociais e Saúde do Legislativo, conduzida pelo vereador Paulo Haddad. A audiência teve duração de 2 horas e 27 minutos e foi transmitida pela TV e internet.
Os recursos municipais representaram 71,27% do valor direcionado para a área de saúde ao longo do ano. As despesas liquidadas (já foram executadas e o Município recebeu os bens ou serviços), estimadas em R$ 1,66 bilhão, somaram 24,83% das receitas de impostos do Município, que totalizaram R$ 6,71 bilhões, percentual superior ao mínimo de 15% estipulado pela Constituição Federal e de 17% previsto pela Lei Orgânica de Campinas no período.
Atenção básica aumenta atendimentos
Na Atenção Básica, houve um aumento de 12,91% no número de atendimentos individuais (inclui demandas programadas e espontâneas, vacinação e visitas de agentes comunitários de saúde), que passaram de 3,93 milhões para 4,44 milhões.
Outra alta foi no número de procedimentos, que inclui exames e atividades como curativos e administração de medicamentos. Foram 5,49 milhões em 2025 ante 5,07 milhões no ano anterior, o que representa um aumento de 8,26%.
Também houve ampliação na atuação do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), que passou de 46,5 mil para 49,7 mil ações realizadas.
Secretário Municipal de Saúde, Lair Zambon destacou na audiência a ampliação no atendimento da Atenção Primária e como ele desafoga a demanda nos prontos-socorros e prontos atendimentos. “Desde quando nós entramos aqui, hoje, claramente, a Atenção Primária mais que duplicou o atendimento”, destacou.
O secretário também observou que cada vez mais a população depende da assistência pública e usa leitos, principalmente relacionados à alta complexidade. E destacou o avanço no acesso em tempo real aos dados da produtividade da rede.
“Se você quiser saber nesse momento quantas pessoas foram atendidas no Centro de Saúde tal, por quem e qual a hipótese que ele tem, você consegue fazer. Consegue fazer quantos atendimentos até as 10h30 a fisioterapeuta fez. Isso está tudo online”, exemplificou.
Doses de vacinas aplicadas mais que dobram
O número de doses de vacinas aplicadas mais que dobrou no ano passado: foram 661,2 mil imunizações, enquanto em 2024 ocorreram 311,2 mil. Ao longo do ano, foram realizadas ações contra a gripe, febre amarela, meningite, HPV, dengue e sarampo.
Entre as ações realizadas, ao longo do mês de outubro de 2025, a saúde fez uma série de ações para atualizar as cadernetas das crianças e adolescentes de 0 a 14 anos.
Além disso, fez aplicação de doses da vacina contra o HPV para adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam o imunizante anteriormente.
Melhora em indicadores
Houve melhora significativa na maioria dos indicadores assistenciais e de acesso. Aumentou de 95,37% para 97,71% a proporção de medicamentos padronizados disponibilizados para Atenção Básica de forma humanizada e qualificada, mantendo percentual acima da meta de 90%.
Já o número de testes sorológicos para HIV realizados registrou alta de 43.637 para 52.362, acima da meta de 17.780. Já a proporção de hospitais com controle sanitário ao ano na cidade subiu de 65% para 100%.
O balanço também destaca avanços importantes em relação à cobertura de investigação de óbitos maternos, cobertura de ciclos de controle vetorial da dengue, investigações de doenças de notificação compulsória, disponibilização de medicamentos, controle sanitário de serviços e educação permanente.
Os dados do período são parciais, uma vez que o Ministério da Saúde estabelece prazo de até três meses para que cada indicador seja oficialmente contabilizado. Com isso, os números do período devem ser finalizados até a apresentação do próximo relatório.