Operação Estiagem 2026 começa nesta sexta, 1º de maio, com ações de prevenção e monitoramento

A Prefeitura de Campinas inicia nesta sexta-feira, 1º de maio, a Operação Estiagem 2026, que segue até 30 de setembro, com possibilidade de prorrogação conforme as condições climáticas.

Instituída pelo Decreto nº 24.403, a ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Governo, por meio da Defesa Civil, e mobiliza diversos órgãos para reduzir os impactos típicos do período seco, como baixa umidade do ar, aumento de incêndios em áreas verdes e redução da vazão dos mananciais.

A operação é estruturada a partir de monitoramento contínuo de indicadores climáticos e vistorias de campo, com apoio de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outros órgãos técnicos. 

“A Operação Estiagem reúne um conjunto de ações integradas que combinam monitoramento, tecnologia e atuação em campo para reduzir riscos e garantir respostas mais rápidas diante de ocorrências típicas do período seco”, afirmou o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado.

Ações previstas

Entre as principais ações da Operação Estiagem 2026, está o reforço do monitoramento contínuo das condições climáticas, com acompanhamento diário da umidade relativa do ar (URA), parâmetro essencial para definição dos níveis de atenção, alerta e emergência.  

As ações incluem vistorias preventivas com seis viaturas equipadas para combate a princípios de incêndio. O Comitê da Operação também vai atuar de maneira integrada com os municípios vizinhos e da região de Campinas.  

A estratégia também inclui o uso integrado de tecnologias e recursos operacionais. O monitoramento de focos de queimadas será feito por imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), aliado a vistorias em campo e ao uso de drones equipados com câmeras térmicas, ampliando a capacidade de detecção precoce e resposta rápida. 

No apoio ao Corpo de Bombeiros no combate a incêndio, a operação contará com estrutura hídrica reforçada, como o uso do reservatório instalado no Observatório Municipal Jean Nicolini e a implantação de um novo reservatório com capacidade de 20 mil litros na Mata de Santa Genebra.

Também está prevista a instalação de hidrantes em pontos estratégicos, definidos em conjunto com o Corpo de Bombeiros.  

Outro eixo importante é a ampliação do monitoramento em áreas de risco com câmeras de vigilância, novas estações meteorológicas e painéis digitais para emissão de alertas.  

“Nosso foco é antecipar cenários críticos com base em dados e fortalecer a atuação preventiva, com uso de tecnologia e integração entre os órgãos envolvidos”, destacou Furtado.
  
Níveis de alerta e monitoramento 

Um dos principais eixos da Operação Estiagem é o acompanhamento da umidade relativa do ar (URA), que define três níveis de atenção: 
Estado de Atenção: URA entre 20% e 30% 
Estado de Alerta: URA entre 12% e 20% 
Estado de Emergência: URA abaixo de 12%

Esses índices orientam a adoção de medidas preventivas e o acionamento dos órgãos integrantes do comitê gestor. Além disso, a operação também considera quedas bruscas de temperatura, sendo adotado o patamar de 13°C como referência para emissão de alertas.

O trabalho envolve ainda o uso de imagens de satélite, sistemas de monitoramento de queimadas e vistorias em áreas de risco, com atuação integrada entre Defesa Civil, Saúde, Meio Ambiente, Serviços Públicos, Sanasa, Emdec e demais instituições.

Atuação integrada e proteção à população

O Comitê Gestor da Operação Estiagem reúne diferentes secretarias e órgãos municipais, com a responsabilidade de planejar, executar e avaliar ações de prevenção e resposta. A iniciativa também prioriza a proteção de públicos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com deficiência.

Durante o período, denúncias de queimadas são encaminhadas para fiscalização e podem resultar em penalidades, conforme legislação vigente. A Defesa Civil também centraliza as informações e é responsável pela emissão de alertas à população. 

Importante saber

A Defesa Civil apoia o Corpo de Bombeiros no combate a incêndios. Denúncias sobre queimadas e avisos sobre incêndios devem ser feitas pelo telefone 193 (Bombeiros).