Operação Chuvas de Verão 2025/2026 é encerrada com redução de 17% nas ocorrências em Campinas

A Operação Chuvas de Verão 2025/2026 será oficialmente encerrada no próximo dia 31 de março, sem prorrogação. Em Campinas, o período registrou queda de aproximadamente 17% no número de ocorrências, passando de 1.959 em 2024/2025 para 1.619 na atual operação.
 
A decisão pelo encerrameneto foi informada ao Comitê Gestor da Operação nesta quinta-feira (26), durante reunião realizada na Sala de Resiliência do Paço Municipal.
 
No dia anterior, representantes das coordenadorias regionais de Proteção e Defesa Civil do Estado de São Paulo se reuniram no Palácio dos Bandeirantes para discutir o encerramento da operação. O coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, participou do encontro.
 
Segundo Furtado, o mês de março é determinante para a definição sobre a continuidade da operação. “Há uma tendência de diminuição das chuvas, sem previsão de eventos prolongados, o que justifica o encerramento neste momento”, afirmou. Ele também destacou o empenho das equipes ao longo de todo o período, com atuação contínua inclusive durante feriados, Natal e Ano Novo.
 
Preparação para a Operação Estiagem
 
Com o encerramento do período chuvoso, o foco passa a ser a preparação do município para a Operação Estiagem, que tem início em maio. De acordo com Furtado, o cenário climático exige atenção.
 
“Estamos em um ano de El Niño, com tendência de temperaturas mais elevadas e redução das precipitações, com pico do período crítico entre julho e agosto”, explicou.
 
Entre as ações preventivas, a Sanasa avança na implantação de um reservatório na Mata de Santa Genebra, com capacidade para 20 mil litros. O representante da empresa no comitê da operação, Luis Filipe Rodrigues, destacou a importância da iniciativa, que vai ampliar a capacidade de resposta em situações de incêndio e estiagem, garantindo mais agilidade no abastecimento dos caminhões-pipa em uma área ambiental estratégica.
 
A estrutura será instalada a dois metros de altura e deve estar pronta até o início da operação.
 
A empresa também prevê a instalação de novos hidrantes no município, em locais definidos em conjunto com o Corpo de Bombeiros e após estudo de viabilidade técnica.
 
Outra ação prevista pela Defesa Civil de Campinas é o treinamento com drones para identificação de pontos de calor na Mata de Santa Genebra, com participação de equipes de Campinas e Paulínia. O Departamento conta com novos equipamentos que auxiliarão na operação. Confira na matéria: https://campinas.sp.gov.br/noticias/defesa-civil-de-campinas-conta-com-novos-equipamentos-para-reforcar-operacoes-137507
 
Scorecard e gestão de riscos
 
Durante a reunião, o agente da Defesa Civil Gabriel Augusto Novo Freitas apresentou os resultados do Scorecard de Resiliência a Desastres para Cidades – Adendo aos Sistemas de Alerta Precoce Multirriscos (MHEWS), um sistemas que lista as  providências que devem ser tomadas para prevenir acidentes e para organizar o socorro em caso de emergências de grande porte. Conferindo as recomendações, os municípios podem avaliar em que áreas precisam concentrar esforços e como aprimorar a capacidade de enfrentamento a ocorrências que exijam trabalho integrado de diversas áreas.
 
A ferramenta avaliou 85 indicadores e envolveu reuniões intersetoriais, analisando aspectos como governança, planejamento e recursos financeiros. 
 
“O planejamento da gestão de riscos é fundamental para reduzir desastres e fortalecer a atuação preventiva”, destacou Freitas.
 
No âmbito da prevenção e prontidão do município, o consultor de relacionamento da CPFL, Fernando Amaral Zica, que também participou da reunião, reforçou a importância do trabalho e da integração entre os órgãos: “A CPFL trabalha com redundância em sua infraestrutura, o que é essencial para garantir o fornecimento de energia mesmo em situações adversas. Essa articulação com a Defesa Civil é fundamental para reduzir impactos à população”, afirmou.
 
Sidnei Furtado destacou que o Scorecard é uma ferramenta estratégica para o município. “O estudo permite identificar lacunas e orientar melhorias, especialmente nos sistemas de alerta e na capacidade de resposta”, afirmou.
 
A metodologia é desenvolvida pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) e tem como objetivo apoiar cidades na avaliação de sua capacidade de prevenção e resposta a desastres. Leia mais sobre o Scorecard de Multirriscos aqui: https://campinas.sp.gov.br/noticias/defesa-civil-de-campinas-realiza-reuniao-de-fechamento-do-scorecard-de-alerta-multirriscos-137594
 
Comparativo das operações 2024/2025 e 2025/2026
 
Conforme Furtado, ao comparar as operações 2025/2026 e a anterior evidencia-se que, mesmo com maior volume de chuvas e ampliação significativa na emissão de alertas, Campinas conseguiu reduzir o número de ocorrências e ampliar ações preventivas, indicando avanço na capacidade de monitoramento e resposta do município.
 
Ocorrências: 1.959 → 1.619 (-17%)
Ligações ao 199: 13.726 → 5.073 (-63%)
Vistorias preventivas: 171 → 277 (+62%)
Campanhas educativas: 40 → 26 (-35%)
Queda de árvores: 255 → 302 (+18%)
Alagamentos: 108 → 92 (-15%)
Encaminhamentos a órgãos: 1.760 → 1.162 (-34%)
Índice de chuva acumulado: 671,8 mm → 819,8 mm (+22%)
Alertas e publicações: 1.093 → 2.676 (+144%)