Oficina anual do Programa Mais Médicos, em Campinas, destaca enfrentamento da sífilis
O prefeito de Campinas, Dário Saadi, participou na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, da abertura da oficina anual do Programa Mais Médicos para o Brasil (PMMB). O evento reuniu médicos do programa, supervisores, tutores e gestores municipais de saúde para debater o enfrentamento da sífilis, doença que registra crescimento contínuo no Brasil e no mundo.
A oficina acontece uma vez por ano para discussão de casos clínicos, alinhamento de condutas e construção de planos de trabalho. Este ano, o encontro foi realizado na Faculdade Anhanguera, no Taquaral.
O tema foi escolhido para capacitar e atualizar a rede municipal sobre a sífilis adquirida e congênita, doença que apresenta um comportamento de alta em todo o país.
“Hoje nós temos uma oficina que vai discutir e debater como enfrentar a sífilis, como reduzir e tratar adequadamente os casos aqui na região de Campinas”, disse o prefeito Dário Saadi. “É uma doença muito antiga, mas que infelizmente tem aumentado nos últimos anos.”, completou o prefeito.
Integração entre gestão e programa
O secretário de Saúde, Lair Zambon, destacou que a oficina é uma oportunidade para aproximar os médicos do programa das prioridades da gestão municipal e alinhar as atividades desenvolvidas nas unidades de saúde.
Campinas conta atualmente com 94 médicos vinculados ao Programa Mais Médicos nas unidades básicas de saúde.
A diretora do Departamento de Saúde, Monica Nunes, aproveitou o evento para reforçar, aos representantes do Ministério da Saúde presentes no evento, a necessidade de repor as 22 vagas em aberto do programa Mais Médicos, para completar o quadro e ampliar o atendimento à população em Campinas.
Campinas como instituição supervisora
A Secretaria de Saúde de Campinas é a única do estado de São Paulo credenciada como instituição supervisora do PMMB. Na maior parte do país, esse papel é exercido por universidades federais, estaduais ou municipais.
A diretora do Departamento de Ensino, Pesquisa e Saúde Digital (Deps), Marcelle Regina Silva Benetti, explicou como essa estrutura funciona na prática.
“A Diretoria de Saúde trabalha com a assistência e a Diretoria de Educação cuida da supervisão. Juntos, qualificamos os profissionais que estão na rede”, disse Marcelle. “Quando o programa estava com outras instituições, tínhamos dificuldade de fazer essa interlocução. Hoje conseguimos ter os supervisores mais próximos e ajudá-los a entender a lógica de Campinas.”, completou.
O diretor de Desenvolvimento da Educação em Saúde do Ministério da Educação (MEC), Aristóteles Homero dos Santos Junior, ressaltou que apenas seis municípios do Brasil tem a Secretaria de Saúde como instituição supervisora do programa.
“Campinas é um exemplo que se destaca pelo papel que têm na discussão de saúde da região e, por isso, conseguiram se credenciar para cumprir essa função de acompanhamento dos médicos e médicas”, afirmou Aristóteles.