Novo sistema permite registro digital de doenças de notificação compulsória na Rede Mário Gatti

Um novo sistema online implantado pela Rede Mário Gatti permite registrar de modo digital e intuitivo doenças e outros agravos de notificação compulsória. Por meio de um painel digital, é possível realizar análises em tempo real e a identificação precoce de surtos e tendências epidemiológicas.
 
 
A nova plataforma representa um avanço estratégico na Vigilância em Saúde ao reduzir o tempo entre a ocorrência e o registro dos casos. A integração dos dados entre hospitais e unidades de pronto atendimento fortalece a gestão de riscos, apoia decisões clínicas e administrativas baseadas em evidências, otimiza a alocação de recursos e consolida uma vigilância mais ágil, integrada e orientada para a segurança do paciente e a proteção da população.
 
 
O novo modelo de notificação está em funcionamento na Rede Mário Gatti desde janeiro deste ano. Segundo a enfermeira coordenadora Elaine Freitas, do Núcleo de Epidemiologia Hospitalar (NEH) da Rede Mário Gatti, e o enfermeiro Julimar Oliveira, a implantação do modelo de notificação trouxe os seguintes benefícios estruturais e estratégicos para a rede:
 
  • Padronização das notificações em toda a rede;
  • Melhoria na qualidade e legibilidade das informações;
  • Centralização dos dados em tempo real;
  • Redução de retrabalho e falhas de comunicação;
  • Monitoramento de indicadores epidemiológicos;
  • Fortalecimento da resposta frente a surtos e eventos de relevância em saúde pública.
 
 
“Para a população, o principal benefício é a ampliação da capacidade de vigilância, permitindo acesso à informação mais rápido. Assim, os serviços de saúde podem ter ações rápidas de comunicação, prevenção, apoio no bloqueio de transmissão de doenças, investigação epidemiológica e controle de doenças”, explica Julimar.
 
 
Como funciona?
 
  • Os profissionais de saúde da Rede Mário Gatti e a Vigilância local acessam o sistema por meio da intranet ou da internet institucional;
  • Ao identificar um agravo ou doença de notificação compulsória, o profissional seleciona o evento correspondente no sistema, preenche o formulário eletrônico padronizado e finaliza o envio;
  • A notificação é direcionada ao Núcleo de Vigilância Epidemiológica local;
  • O núcleo realiza a análise técnica, qualifica as informações e as encaminha à Vigilância municipal de referência, conforme os fluxos e protocolos estabelecidos pelo Sistema de Vigilância em Saúde do Município e pela Rede Mário Gatti.
     
 
Esse fluxo garante agilidade, rastreabilidade e segurança das informações.
 
 
O sistema dispõe de painéis de análise e acompanhamento epidemiológico que apresentam uma série de dados, entre eles:
 
  • Número e percentual de notificações por agravo;
  • Distribuição por faixa etária e sexo;
  • Evolução temporal por semana epidemiológica;
  • Identificação de possíveis surtos;
  • Comparação entre unidades da rede;
  • Tendências e padrões epidemiológicos.
 
 
Quais doenças são monitoradas?
 
O sistema contempla todas as doenças e agravos de notificação compulsória, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, entre eles:
 
  • Acidentes por animais peçonhentos;
  • Acidente com material biológico;
  • Acidente de trabalho;
  • Arboviroses (dengue, zika e chikungunya);
  • Síndromes respiratórias.
 
 
Como era antes e o que mudou?
 
Anteriormente, o processo era manual. As notificações eram preenchidas em formulários físicos, posteriormente digitalizadas (escaneadas) e encaminhadas à Vigilância Distrital de referência. Esse modelo anterior apresentava maior tempo de processamento, e não havia integração entre os hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
 
 
Com a implantação do modo eletrônico, o processo tornou-se digital, padronizado e integrado, com envio imediato e armazenamento seguro das informações, bem como monitoramento dos dados.
 
 
“Com o novo modelo, as notificações são realizadas digitalmente, de modo mais fácil de preenchimento, e passaram a ser registradas em uma única base, permitindo visão consolidada dos dados epidemiológicos da rede”, explica Julimar.