Maio Laranja: Rede Mário Gatti programa ações de conscientização contra a exploração sexual infantil
A Rede Mário Gatti programa atividades relacionadas ao Maio Laranja, mês de combate à exploração sexual infantil. No dia 19 de maio, os profissionais da Rede serão convidados a vestir uma peça ou acessório laranja, como forma de mostrar apoio à causa. No dia 26, representantes do Comitê da Rede de Cuidado e Proteção Social de Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência no município de Campinas abordarão o tema em palestra sobre o tema.
O encontro será às 14h30, na Sala Multiuso do prédio administrativo e terá como público-alvo gestores, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais que atendem o público infantojuvenil.
As especialistas do Comitê que vão falar sobre o tema são Ândria Cleia Alves e Lucilaine de Oliveira. Elas vão abordar a Lei Federal nº 13.431/2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.
Rosângela, que é conselheira tutelar, explica que há responsabilidades compartilhadas quando se trata de violência contra crianças e adolescentes, e que elas não são apenas da polícia e do Conselho Tutelar.
“De repente, a criança revelou ali na escola (que foi vítima ou testemunha de violência). Todos os profissionais daquela unidade escolar têm de estar preparados para poder acolher aquela revelação e retransmiti-la aos órgãos de direitos, para que sejam tomadas as devidas providências para proteção dessa criança sem precisar ouvi-la novamente. Essa é a intenção da lei”, explica a conselheira.
Ela destaca que a implementação da lei tem participação da Prefeitura de Campinas, do governo estadual, do Poder Judiciário, do Ministério Público, das polícias e dos hospitais.
“A gente precisa de todo mundo trabalhando unido para que essas crianças não sejam revitimizadas. Nós estamos no mês do Maio Laranja, que é um mês de relembrar e dizer não à violência e à exploração sexual, e a gente vem combatendo de todas as formas a violência e acolhendo de uma forma em que essa criança e esse adolescente se sintam respeitados também, porque contar não é fácil”, acrescenta Rosângela.
Segundo a conselheira, durante a palestra também serão esclarecidas dúvidas sobre a lei.
Como identificar uma criança que pode estar sofrendo abuso sexual:
Mudanças de comportamento – Alterações de humor, entre retraimento e extroversão, vergonha excessiva, agressividade, medo ou pânico e mudanças de hábito repentinas.
Proximidades excessivas e segredos – A criança pode não perceber que está sendo uma vítima e ser manipulada emocionalmente pelo abusador. É importante explicar que não se deve manter segredos com pessoas mais velhas.
Comportamentos infantis repentinos – A criança pode voltar a ter comportamentos infantis dos quais já havia abandonado anteriormente.
Comportamento sexual – Criança que apresenta interesse por questões sexuais, por meio de palavras, piadas ou desenhos.
Traumatismos físicos e sintomas psicossomáticos – Questões físicas como hematomas, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Problemas de saúde sem causa aparente também podem aparecer por causa emocional.
Queda no rendimento escolar – Queda injustificada na frequência ou rendimento escolar.