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44 veículos são apreendidos durante operação contra lavagem de dinheiro na região de Campinas

Uma operação contra a lavagem de dinheiro resultou na apreensão de 42 veículos na manhã da última quinta-feira (9) na região de Campinas. Essas ações da Polícia Civil são desdobramentos da investigação sobre a venda ilegal de loteamentos clandestinos na APA (Área de Proteção Ambiental) do distrito do Campo Grande, em Campinas, um caso que veio à tona no segundo semestre de 2023.

De acordo com a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), nove indivíduos estariam envolvidos, e as apreensões de hoje são fruto da descoberta de que lojas automotivas estavam vinculadas ao crime.

Ao todo, 35 motocicletas e sete automóveis foram recolhidos durante o cumprimento dos mandados em três estabelecimentos comerciais e uma residência utilizada como escritório administrativo do grupo.

Essas atividades foram realizadas nos bairros Parque São Miguel, Vila Real e Jardim Sumarezinho, em Hortolândia. Além dos veículos, documentos, celulares e máquinas de cartões também foram apreendidos e serão analisados pelas autoridades.

Os investigadores apontam que as lojas utilizavam o dinheiro proveniente da venda dos terrenos irregulares, e todos os estabelecimentos teriam sido abertos em nome de “laranjas”. Por isso, a investigação agora se concentrará na relação entre os bens apreendidos e a comercialização nos loteamentos clandestinos.

Segundo a Polícia Civil, as motocicletas e os carros foram apreendidos para reembolsar o Poder Público, uma vez que a Prefeitura de Campinas sofreu prejuízos financeiros desde o início das atividades criminosas na cidade.

Em relação à investigação aberta em Campinas, em agosto do ano passado, a Prefeitura informou que 18% da APA foram afetados, identificando 11 empreendimentos ilegais nessas áreas. A Administração Municipal aplicou R$ 23 milhões em multas aos empreendedores, mas nenhum valor foi pago até o momento.

Os envolvidos, incluindo empresários, corretores e moradores que construíram em áreas proibidas, podem responder por crime ambiental. A investigação teve início após a Prefeitura comunicar à Polícia Civil, em 2021, sobre a atuação de pessoas na construção e venda de lotes em áreas ambientais restritas, sendo confirmados os crimes em 2022, quando a corporação iniciou a identificação dos responsáveis que utilizavam terrenos não passíveis de regularização.

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